PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto com prisões no Ceará e no DF

Há 59 minutos
Atualizado terça-feira, 17 de março de 2026

Da Redação

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deram mais um passo nesta terça-feira (17) no combate a um esquema que desviou recursos de aposentados e pensionistas em todo o Brasil. A chamada Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto, resultou em prisões e buscas simultâneas no Ceará e no Distrito Federal.

O que é a Operação Indébito

A Operação Indébito cumpre 21 mandados judiciais expedidos pelo STF contra suspeitos de desviar dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS e  investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados realizados em benefícios do INSS — ou seja, valores descontados ilegalmente das aposentadorias e pensões de segurados sem que eles tivessem autorizado. A operação aprofunda investigações já em curso e mira crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação de patrimônio.

Todos os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares.

Quem foi preso

Os dois mandados de prisão têm como alvos o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB).

Cecília já havia prestado depoimento à CPI do INSS em novembro de 2025. Na ocasião, admitiu conhecer parte dos investigados, reconheceu ser proprietária de empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e confirmou ter movimentado milhões de reais — mas negou que os recursos tivessem origem ilícita.

Deputada federal é monitorada com tornozeleira

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) também está entre os alvos da operação. Segundo informações do G1, ela passou a usar tornozeleira eletrônica como medida cautelar. A defesa da parlamentar ainda não se manifestou.

A ação desta terça-feira reforça o alcance das investigações, que agora envolvem tanto empresários e dirigentes de associações quanto uma parlamentar federal.

PF e CGU atuam juntas

A parceria entre a Polícia Federal e a CGU é central nesta operação. Policiais federais e auditores da Controladoria trabalham lado a lado para rastrear irregularidades nos sistemas do governo e identificar quem se beneficiou dos desvios. A colaboração entre os dois órgãos tem sido uma das marcas da Operação Sem Desconto desde o seu início.

As investigações seguem em andamento, e novas medidas podem ser adotadas conforme os inquéritos avançam no STF.

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