Da Redação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, na manhã desta quarta-feira (25), a partir da 9h, ao julgamento da Ação Penal (AP) 2434, que apura o planejamento do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro. O caso, que chocou o Brasil e repercutiu internacionalmente, chega agora à fase decisiva, com a possibilidade de condenação dos acusados de mandarem executar os dois.
No banco dos réus, estão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco Brazão, conhecido como “Chiquinho”, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, ex-delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro; e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar. Todos respondem por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que também estava no carro na noite do crime. O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, responde ainda pelo crime de organização criminosa, junto aos irmãos Brazão.
Início do julgamento na terça-feira (24)
O julgamento teve início na manhã de terça-feira (24) por volta de 9h e seguiu pelo período da tarde na 1ª Turma do STF.
Na ocasião, o relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, fez a leitura do relatório, documento que resume o caso com a descrição dos fatos, o histórico processual, as alegações da acusação, as teses das defesas e os crimes imputados a cada réu. Em seguida, foram realizadas as sustentações orais, começando pela acusação (PGR e assistente de acusação) e depois a palavra foi concedida aos advogados dos cinco réus.
Decisão deve acontecer nesta quarta-feira (25)
A sessão deve ser retomada hoje com o voto do relator Alexandre de Moraes. Em seguida, os demais ministros do colegiado votam em ordem crescente de antiguidade no Tribunal: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e, por fim, Flávio Dino, na condição de presidente da Turma.
A decisão pela absolvição ou condenação será tomada por maioria de votos. Em caso de condenação, o próprio colegiado deliberará sobre a pena a ser aplicada a cada réu, encerrando assim um processo que se arrasta por quase sete anos e que se tornou símbolo da luta por justiça no Brasil.
Depoimento dos familiares das vítimas
Ao final da sessão de julgamento de ontem, familiares da vítima Marielle Franco, como os pais dela e a irmã, a Ministra de Estado da Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco, e também a viúva do motorista Anderson Gomes, Ághata Gomes, falaram com a imprensa sobre o primeiro dia de julgamento. Confira abaixo:
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