A foto mostra o ministro André Mendonça, em sessão do STF. Ele é um homem branco, com cabelos grisalhos e usa óculos.

Mendonça concede prisão domiciliar a investigado por fraude no INSS

Há 11 minutos
Atualizado segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Por Carolina Villela

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva de Sílvio Feitoza em prisão domiciliar após a defesa alegar que houve agravamento de seu estado de saúde. A decisão, tomada na (Pet) 15041, teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi fundamentada na grave condição cardíaca do investigado, que permanece internado com risco de morte.

Feitoza é um dos investigados da “Operação Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal, que apura a prática de crimes relacionados a descontos indevidos nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O caso envolve supostos desvios de valores de aposentados e pensionistas, causando prejuízos a segurados da Previdência Social.

Emergência médica e diagnóstico de doença cardíaca grave

Após autorização do relator, no dia 14 de janeiro, Feitoza foi encaminhado para a emergência do Hospital de Base, em Brasília, onde recebeu diagnóstico de grave doença cardíaca. Os exames revelaram isquemia miocárdica provocada pela obstrução de cerca de 90% de suas artérias coronárias, quadro que exigiu intervenção cirúrgica imediata.

Por causa da gravidade do quadro clínico, o investigado foi submetido a procedimento cirúrgico de urgência e permanece internado sob cuidados médicos intensivos. A equipe médica classificou a situação como de risco iminente de morte, o que fundamentou o pedido de conversão da prisão preventiva em domiciliar.

A defesa apresentou ao STF toda a documentação médica comprobatória da condição de saúde de Feitoza, incluindo laudos, exames e relatórios hospitalares que atestam a impossibilidade de manutenção da prisão preventiva nas condições atuais.

Medidas cautelares incluem monitoramento eletrônico

Ao conceder a prisão domiciliar, André Mendonça impôs medidas cautelares diversas da prisão. Entre as determinações estão a monitoração eletrônica de Feitoza e a proibição de manter contato com qualquer outro investigado na operação.

O ministro também determinou a entrega de todos os passaportes à Polícia Federal no prazo de 48 horas, diante do risco de fuga. A medida leva em consideração a grande quantidade de valores supostamente desviados no esquema investigado.

André Mendonça ressaltou que, apesar de presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva, o agravamento do estado de saúde foi devidamente comunicado nos autos após a decretação da prisão, justificando a adoção de medidas alternativas sem prejuízo das investigações em andamento.

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