Procuradoria Geral da República

Toffoli isola PF e autoriza MP a periciar provas

Há 1 hora
Atualizado quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Material apreendido na operação de 14 de janeiro será analisado pela Procuradoria-Geral da República para esclarecer possível esquema de fraudes financeiras

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), desistiu de manter lacrado e autorizou o envio direto à Procuradoria-Geral da República (PGR) de todo o material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero. A medida atende a pedido do Procurador-Geral da República e visa permitir a extração e análise do acervo probatório para apuração de supostos crimes cometidos no âmbito do sistema financeiro nacional.

A operação teve como foco o Banco Master e investiga um possível esquema de gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro. De acordo com a decisão, o inquérito em andamento possui escopo mais amplo do que investigações anteriores e revela, em tese, a atuação sistemática de agentes na exploração de vulnerabilidades do mercado de capitais e da regulação financeira.

PGR quer formar juízo sobre autoria e materialidade

Na manifestação encaminhada ao STF, o Procurador-Geral da República ressaltou a necessidade de acesso ao material para “formação adequada da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração”. A solicitação apontou ainda que a análise dos dados poderá trazer mais clareza sobre o nível de participação de cada investigado.

Inicialmente, o ministro Toffoli havia determinado que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados pela PF e depositados na sede do STF. No entanto, diante de pedido da PGR, o relator reconsiderou a medida e autorizou que os itens permanecessem sob custódia do Ministério Público.

Decisão permite análise dos dados apreendidos

Na nova decisão, proferida em 14 de janeiro, o ministro autorizou formalmente que o material seja encaminhado diretamente à Procuradoria-Geral da República. O objetivo é facilitar a análise técnica e pericial dos dispositivos e documentos apreendidos.

Toffoli destacou que a medida permitirá uma “visão sistêmica” dos crimes investigados e contribuirá para o esclarecimento das condutas envolvidas. A decisão menciona, ainda, que a operação teve êxito e que o exame das provas é essencial para o desenvolvimento da investigação.

Cautelas técnicas para preservar dados

Como forma de garantir a integridade do material, o ministro determinou que a PGR adote cuidados específicos durante a custódia. Os dispositivos eletrônicos deverão ser mantidos carregados, mas desconectados de redes telefônicas e de wi-fi. O objetivo é evitar qualquer alteração no conteúdo antes da análise técnica.

Autores

Leia mais

Groelândia

Alemanha envia tropas à Groenlândia em apoio à Dinamarca

Há 50 minutos
Capitólio, sede do congresso americano

Republicanos tentam barrar resolução que limita poder de Trump na Venezuela

Há 56 minutos
caças irã

Irã fecha espaço aéreo diante de possível ataque dos EUA

Há 1 hora
Ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ

STJ  determina nulidade absoluta de condenação, por ausência de interrogatório do acusado

Há 11 horas
Groelândia

Trump faz nova postagem em rede social destacando sua intenção de anexar Groenlândia aos EUA

Há 13 horas
Passaporte brasileiro com visto americano

Estados Unidos bloqueiam vistos de imigração para 75 países, incluindo o Brasil

Há 14 horas
Maximum file size: 500 MB