Por Hylda Cavalcanti
O ex-presidente Jair Bolsonaro se sentiu mal durante a madrugada desta terça-feira (06/01) e levou uma queda na sala onde está preso, na sede da superintendência da Polícia Federal, em Brasília — onde cumpre pena depois de ter sido condenado por tentativa de golpe de estado e utros quatro crimes. Conforme informações da PF, Bolsonaro recebeu atendimento médico assim que relatou à equipe de plantão o que tinha acontecido.
A defesa do ex-presidente pediu no início da tarde ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Bolsonaro possa ser removido até o Hospital DF Star para a realização de novos exames. Mas o ministro determinou que seja juntado ao processo, o laudo do médico da Polícia Federal que o atendeu e que sejam indicados, pela defesa, “quais os exames que entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização
no sistema penitenciário”.
Ferimentos leves, diz o médico
Isto porque, em nota divulgada pela PF, o médico da corporação constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar para o ex-presidente. Explicou que o quadro indica apenas que ele fique em observação. Na nota, a Polícia Federal deixou claro que um eventual encaminhamento do ex-presidente ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão do ministro Alexandre de Moraes em relação ao tema foi tomada no âmbito da Execução Penal 169. Conforme o laudo do médico de plantão da PF que o atendeu, Bolsonaro teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, que é considerada uma lesão cerebral temporária após algum impacto na cabeça, sem danos estruturais graves — a chamada concussão.
A recomendação para esses casos é de que a pessoa fique sob observação durante 24 horas, mas sem precisar de hospitalização, apenas evitando movimentos pesados e mantendo repouso. O ex-presidente foi operado no último dia 25 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília, para retirada de uma hérnia inguinal bilateral.
— Com informações da Polícia Federal e de agências de notícias


