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General Mário Fernandes, um dos condlenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

Para PGR, se Mario Fernandes receber visita íntima em instalação das Forças Armadas violará legislação militar

Há 6 meses
Atualizado sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou de forma contrária ao pedido do general Mario Fernandes, condenado na AP 2693 junto a outros militares e o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado, para que ele possa receber visitas íntimas na cadeia. 

Fernandes recebeu pena de 26 anos e 6 meses de prisão e o pedido foi feito por seus advogados ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer da PGR foi encaminhado nesta quinta-feira (19/02) para o Supremo, mediante pedido do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. 

Regra da Justiça Militar

No documento, a procuradoria ressaltou que apesar de o Exército ter informado que o  general preenche os requisitos legais para que o direito à visita íntima seja concedido, existe uma regra da Justiça Militar proibindo que visitas desse tipo sejam possíveis nas instalações das Forças Armadas. E Fernandes, general da reserva do Exército, está instalado no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

“Como pontuado pelo Comando Militar do Planalto no Ofício n. 76/CMP, apesar de haver infraestrutura apta para o exercício do direito à visita íntima, há evidente óbice administrativo, o que impede o atendimento ao pleito do réu”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no seu parecer.

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