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Berçário de hospital

Hospital de município de Goiás é condenado a indenizar dois casais por troca de bebês após o parto

Há 3 meses
Atualizado terça-feira, 19 de maio de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Um episódio assustador e que parece até cena de cinema, infelizmente foi verdadeiro e poderia ter acontecido perto de qualquer um de nós. Recentemente, o Judiciário de Goiás condenou o Hospital da Mulher do município de Inhumas ao pagamento de R$ 1 milhão de indenização aos pais de dois bebês que foram trocados na maternidade da unidade hospitalar quando nasceram, em 2021. 

A indenização, por danos morais, será dividida em R$ 250 mil para cada pai e cada mãe. O caso só foi divulgado nesta segunda-feira (18/05). Veio à tona em novembro de 2024, um mês depois de o erro ter sido descoberto por um dos pais das crianças, que desconfiou da paternidade. Exames de DNA confirmaram que os meninos não eram filhos dos casais com os quais estavam convivendo havia cerca de três anos.

Bebês nasceram em 2021

Conforme informa o processo, os bebês nasceram no dia 15 de outubro de 2021, sendo um às 7h35 e o outro às 7h49, de acordo com as famílias. O primeiro exame de DNA, de um dos casais, foi realizado no dia 31 de outubro de 2024, quando o laboratório pediu uma contraprova. Depois disso, o outro casal também fez exames, que confirmaram o erro.

As investigações da Polícia Civil concluíram que a identificação dos bebês foi feita de forma correta pelo hospital e que o erro se deu por parte de uma técnica de enfermagem na hora de entregar os recém-nascidos aos pais. No relatório policial concluído no dia 18 de março de 2025, o delegado Miguel da Mota Leite Filho pediu o arquivamento do caso porque considerou que “o procedimento não configurou uma ação criminosa”.

Guardas compartilhadas

Os pais, que preferiram não se identificar, afirmaram no processo que ficaram “destroçados” com a descoberta, mas as famílias conseguiram negociar as guardas compartilhadas dos dois garotos — diante da relação afetiva criada por cada casal e seus familiares com eles. 

Relataram também que ainda não houve, por parte das crianças, um entendimento sobre quais, de fato, são seus pais biológicos. Contaram que ambos ainda estão em fase de adaptação nas novas casas. Como a decisão foi proferida em primeira instância, ainda cabe recurso por parte do hospital. O número do processo não foi divulgado pela Justiça de Goiás.

— Com Agências de Notícias

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