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Ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ

Advogados de Marco Buzzi avaliam recorrer da decisão do STJ junto ao STF

Há 3 meses
Atualizado quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Da Redação

Os advogados do ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), condenado nesta quinta-feira (06/08) à pena máxima de disponibilidade com proposta de perda do cargo por violação aos princípios da magistratura em função do acolhimento de denúncias de assédio e importunação sexual a duas mulheres, deram a entender que se movimentam para recorrer da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Trata-se da primeira vez, na história do Judiciário brasileiro, em que um magistrado é condenado à pena de disponibilidade com proposta de perda do cargo, em vez da aposentadoria compulsória. A decisão segue posicionamento aprovado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre pena máxima a ser imposta a representantes da magistratura em cometimento de ilícitos e as novas regras para responsabilização disciplinar de magistrados que cometerem infrações graves aprovadas no dia 04/08 pelo CNJ.

Dificuldades motoras

Os defensores de Buzzi, Paulo Emílio Catta Preta e Maria Fernanda Ávila, afirmaram, durante as sustentações orais, que o ministro (que está afastado do STJ desde fevereiro) possui dificuldades motoras, usa bengala, além de uma palmilha por ter o encurtamento de uma perna, o que dificultaria a denúncia feita por uma jovem de que ele teria tentado agarrá-la dentro do mar. 

Ressaltaram também que a própria denunciante descreveu outras idas ao mar, em dias anteriores, em que o auxiliou para entrar na água por causa da dificuldade que ele possui. E acrescentaram que o magistrado sofre com disfunção erétil constatada por relatório urológico apresentado anteriormente, como forma de rebater a alegação de uma das vítimas.

Comunicado à AGU

A partir do resultado do julgamento, compete agora o reexame necessário pelo CNJ e, caso confirmado, comunicar a Advocacia-Geral da União (AGU) para que acione o STF para que seja decretada a perda definitiva do cargo do ministro.

No parecer que apresentou durante o julgamento, onde se posicionou pela condenação do ministro, a Procuradoria-geral da República (PGR) ressaltou que Buzzi teria  “violado o dever de manter conduta irrepreensível na vida particular […] bem como “deixado de observar as regras da integridade, da dignidade, da honra e do decoro”.

Defesa de uma das denunciantes

Já os advogados do escritório Bialski de advocacia, que representam uma das denunciantes, ressaltaram por meio de uma nota, em nome da mulher e seus familiares, que a decisão do STJ “deu exemplo não só para quem trabalha no Poder Judiciário como para toda a sociedade”. 

Acrescentaram também que, “independentemente do cargo, profissão ou autoridade exercida, aquele que cometeu um ato ilícito não apenas pode, como deve ser devidamente punido”. 

— Com Agências de Notícias

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