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Família de Santa Catarina é condenada por educar filhos em casa por 13 anos

Há 2 meses
Atualizado terça-feira, 18 de agosto de 2026

Da Redação

A Vara da Infância e Juventude de Blumenau condenou um casal catarinense pelo exercício de educação domiciliar – homeschooling, determinando matrícula imediata dos filhos em escola regular. A sentença impõe multa de 40 salários mínimos, aproximadamente R$ 65 mil, sob alegação de descumprimento do dever legal parental. O caso ilustra a lacuna regulatória brasileira sobre homeschooling e expõe diferentes interpretações judiciais sobre o tema.

Obrigações impostas pela justiça catarinense

A decisão judicial estabelece que os pais devem matricular os filhos na rede escolar tradicional num prazo determinado. Além da obrigatoriedade de colocar as crianças no sistema de ensino convencional, o casal recebeu condenação ao pagamento de multa pecuniária equivalente a 40 salários mínimos. A família defende publicamente o método de educação doméstica através de plataforma digital específica dedicada ao tema educacional.

Os pais argumentam que a sentença apresenta rigidez excessiva focando apenas em exigências burocráticas de matrícula escolar formal. A defesa sustenta que registros pedagógicos, laudos psicológicos positivos e evidências de socialização cultural comprovam qualidade educacional excepcional no contexto doméstico familiar.

Desempenho acadêmico dos filhos da família

Os filhos recebem orientação de seis professores particulares que cobrem disciplinas do currículo escolar tradicional de forma abrangente. O filho mais velho cursa simultaneamente dois cursos de nível superior em instituição educacional consolidada. A filha adolescente já atua profissionalmente como docente de idiomas e coordena iniciativas de estímulo à leitura comunitária.

Os três filhos conquistaram aproximadamente 300 medalhas em competições oficiais de xadrez realizadas nacionalmente como atletas reconhecidos. Além disso, demonstram domínio de múltiplos idiomas incluindo latim, inglês, francês, alemão e russo, além de possuírem habilidades musicais comprovadas em instrumentos clássicos.

Argumentos jurídicos para recurso da condenação

A defesa fundamenta o recurso no Estatuto da Criança e do Adolescente interpretado conjuntamente com o princípio constitucional do melhor interesse da criança. Os pais ainda afirmam que elementos comprobatórios demonstram ausência absoluta de negligência ou abandono intelectual por parte dos responsáveis pela educação doméstica.

Documentação apresentada inclui avaliações psicológicas realizadas por profissionais especializados que confirmam desenvolvimento adequado e saudável dos menores. Registros pedagógicos sistemáticos evidenciam acompanhamento estruturado conforme diretrizes curriculares nacionais e internacionais para educação.

Vazio regulatório na legislação brasileira sobre homeschooling

A lacuna legal surge porque o Supremo Tribunal Federal decidiu em 2018 que educação domiciliar não é proibida constitucionalmente mas necessita regulação legislativa específica. Projeto de Lei 1.338 de 2022 foi aprovado pela Câmara dos Deputados mas permanece paralisado na Comissão de Educação do Senado Federal desde sua apresentação.

Informações com agências de notícias.

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