Presidentes dos TREs afirmam, em carta a Nunes Marques, que só mudarão seções em “casos excepcionais” – – –
PGR afasta abuso de autoridade de Mendonça e pede fim de investigação solicitada por Moraes – – –
Mutirão processual penal teve maior volume de casos analisados em junho passado – – –
STF concede prazo de 12 meses para reorganização na Cultura do RJ – – –
STJ decide que restrições ambientais de terreno podem afastar cobrança de IPTU – – –
Em crimes sexuais, retratação da vítima não leva diretamente à absolvição do réu – – –
Corregedoria eleitoral mantém gravação genérica em palácios, mas veda uso de estrutura pública em campanhas – – –
Deflagrada operação para combater monopólio de internet pelo CV no Rio de Janeiro  – – –
Depois do TSE, Meta passa a ser alvo de notificação da Agência Nacional de Proteção de Dados – – –
ISS na base do PIS e da Cofins: STF decidirá mais do que uma mera controvérsia tributária – – –

Juiz federal do DF condena Filipe Martins por gesto racista

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O juiz David Wilson de Abreu Pardo, da 12ª Vara Federal do Distrito Federal, condenou nesta terça-feira (17.12) o ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência da República Filipe Martins — que atuou na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro — pelo crime de incitação a preconceito racial durante uma sessão virtual no Senado, em 2021.

A condenação foi de dois anos e quatro meses de prisão, mas substituída por 850 horas de serviço comunitário e o pagamento de 14 parcelas mensais de R$1 mil para uma instituição social que será escolhida pelo magistrado, além de indenização de R$30 mil por danos morais coletivos.

O gesto de Martins, transmitido pela internet e pela TV Senado na época, segundo a investigação feita no curso do processo que apurou a denúncia contra ele, é conhecido como White Power. Remete a um grupo racista que defende a supremacia branca. Na ocasião, o assessor simulou arrumar a lapela do blazer, quando fez o gesto.

Em sua sentença, o magistrado afirmou que a ação de Martins “afeta o autorrespeito e a dignidade dos indivíduos” e tem um “significado gravoso da supremacia branca, nas complexas circunstâncias sempre lembradas, que dissemina ataque não verbal a pessoas e grupos sociais historicamente vulnerabilizados no Brasil, fortalecendo a narrativa contra essas pessoas e grupos sociais de que eles não estão incluídos”.

Prisão revogada

Em fevereiro passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre Moraes decretou a prisão preventiva de Martins, dentro da operação Tempus Veritatis. 

Deflagrada pela Polícia Federal, a operação investiga a existência de uma organização criminosa no alto escalão do governo Bolsonaro que teria se preparado para uma tentativa de golpe, com o objetivo de manter o ex-presidente no poder e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Em agosto, Moraes revogou a prisão, em atendimento a um pedido da Procuradoria-Geral da União (PGR), que apontou a inexistência de motivos para a manutenção da prisão. 

Autor

Leia mais

Pessoa votando numa seção eleitoral

Presidentes dos TREs afirmam, em carta a Nunes Marques, que só mudarão seções em “casos excepcionais”

Há 8 horas
retrato feito pela IA em desenho de André Mendonça e Alexandre de Moraes

PGR afasta abuso de autoridade de Mendonça e pede fim de investigação solicitada por Moraes

Há 8 horas
Mutirão processual penal

Mutirão processual penal teve maior volume de casos analisados em junho passado

Há 9 horas
O ministro Edson Fachin, presidente do STF, convocou sessão extraordinária para julgar descriminalização do aborto.

STF concede prazo de 12 meses para reorganização na Cultura do RJ

Há 9 horas
Condomínio localizado próximo de área ambiental, com restrições de construção

STJ decide que restrições ambientais de terreno podem afastar cobrança de IPTU

Há 10 horas
Ministro Antonio Saldanha Palheiro, do STJ, durante sessão da 6ªa Turma

Em crimes sexuais, retratação da vítima não leva diretamente à absolvição do réu

Há 10 horas