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imagem do Congresso Nacional

Congresso retoma sessões para votar fim da 6×1 e outras pautas de Lula antes das eleições

Há 2 meses
Atualizado segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Da Redação

Parlamentares voltam a Brasília na segunda-feira (31) para tentar aprovar, ainda nesta semana, projetos que interessam ao governo Lula — entre eles a proposta que reduz a jornada de trabalho e a que extingue o imposto sobre compras internacionais de pequeno valor. Depois desse período, o Congresso só volta a funcionar em novembro, já após o primeiro turno das eleições.

Por que esta semana é decisiva

Mesmo sem estar formalmente em recesso, o Congresso Nacional praticamente parou suas atividades desde que a campanha eleitoral começou. Agora, com a proximidade da votação de outubro, deputados e senadores reduzem os compromissos de campanha para retomar, por poucos dias, a análise de projetos represados.

Essa é, portanto, a última oportunidade para votar temas prioritários antes de um hiato que deve durar até novembro. Por isso, o Palácio do Planalto articula para acelerar pautas que considera estratégicas para o segundo semestre do governo.

Fim da escala 6×1 é aposta do governo

O principal item da lista é a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 — hoje comum para trabalhadores que cumprem seis dias de trabalho para cada dia de folga. A proposta de emenda à Constituição tramita no Senado e só voltou a ganhar força depois que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, se reaproximou do presidente Lula.

O texto ficou quase três meses parado até ser enviado à Comissão de Constituição e Justiça em agosto. Agora, a ideia de aliados do governo é votar a matéria tanto na comissão quanto no plenário do Senado em um único dia. Alcolumbre, porém, tenta equilibrar essa pressão com a resistência de setores da oposição, incluindo aliados do senador Flávio Bolsonaro, também candidato à Presidência.

Entre os senadores, a avaliação é de que a proposta tem boas chances de ser aprovada caso chegue ao plenário, principalmente pela proximidade do período eleitoral.

Compras internacionais podem ficar mais baratas de novo

Outro tema que corre contra o tempo é a medida provisória que suspendeu a cobrança de 20% de imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares — a chamada “taxa das blusinhas”. A medida foi editada em maio e precisa ser votada até 8 de setembro, sob risco de a cobrança voltar a valer já no dia seguinte.

Diferentemente do texto sobre a jornada de trabalho, essa proposta já tem acordo prévio entre o governo e os presidentes da Câmara e do Senado. A expectativa é que a comissão responsável analise o tema na terça-feira (1º) e que os plenários das duas Casas votem já na quarta-feira (2).

Segurança pública e outros projetos também entram na pauta

A semana também deve incluir a votação da PEC da Segurança Pública, parada há seis meses no Senado. O relator da matéria pretende manter o texto que já havia sido aprovado na Câmara, sem alterações, para agilizar sua aprovação. Depois de promulgada, a proposta deve abrir caminho para a criação de um novo ministério dedicado ao tema.

Completam a lista de prioridades:

  • o projeto que cria regras especiais de tributação para atrair data centers ao país;
  • e a proposta que institui uma política nacional para minerais críticos e terras raras — grupo de elementos usados em baterias, painéis solares, turbinas eólicas e semicondutores, e hoje disputados pela indústria e pela geopolítica mundial.

Esse último projeto já foi aprovado pela Câmara em maio e aguarda apenas a votação do Senado, com a criação de um fundo de R$ 5 bilhões voltado a atrair investimentos para o setor.

Autor

  • Jeffis Carvalho

    Jornalista há 45 anos, formado pela PUC de São Paulo. Foi diretor de Criação do Telecurso TEC da Fundação Roberto Marinho, roteirista do Programa Saia Justa, no GNT. É consultor, especializado em Branding e Comunicação Corporativa; pesquisador de cinema e editor de Cinema do Estado da Arte, do Estadão.

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