TSE aprova regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas eleitorais – – –
Pena Justa: guia do CNJ orienta presídios a produzir os próprios alimentos – – –
Congresso promulga emenda que garante aposentadoria especial de agentes de saúde e de endemias – – –
TJMG aumenta indenização a paciente com alergia a dipirona que sofreu choque anafilático – – –
Sharenting: TJPR autoriza pais a publicar fotos de bebê nas redes, mas com limites – – –
Plano é obrigado a custear cirurgia reparadora após bariátrica, decide TJSC – – –
Desconsideração da personalidade jurídica exige prova de abuso, decide STJ – – –
Fim da escala 6×1 é avanço social e beneficia mulheres, diz presidente do TST – – –
STJ mantém exoneração de 20% dos comissionados da Secretaria de Cultura do Rio – – –
Justiça de SP condena ateliê que recusou fazer convite de casamento a casal homoafetivo – – –
Procurador-geral da República, Paulo Gonet

Moraes determina que PGR se manifeste sobre reforço no policiamento na casa de Bolsonaro

Há 1 ano
Atualizado segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Por Carolina Villela

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até cinco dias sobre o pedido de reforço urgente no policiamento nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação foi feita pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), que também requisitou o monitoramento constante da tornozeleira eletrônica para garantir a eficácia do equipamento de controle.

Bolsonaro cumpre prisão em regime domiciliar desde 4 de agosto por descumprimento de medidas cautelares impostas por Moraes. No ofício encaminhado à Polícia Federal (PF), o parlamentar petista alega “risco concreto” de fuga do ex-presidente e afirma que Bolsonaro poderia tentar buscar asilo político na Embaixada dos Estados Unidos. Lindbergh também protocolou no STF um pedido de prisão preventiva contra Bolsonaro por descumprir as medidas cautelares impostas pela Corte na sexta-feira passada.

Minuta de pedido de asilo encontrada no celular

Durante operação de busca e apreensão realizada na semana passada, a Polícia Federal descobriu no celular do ex-presidente uma minuta contendo pedido de asilo político dirigida ao presidente argentino Javier Milei. O documento, identificado durante investigação, solicita proteção “em regime de urgência” alegando perseguição política no Brasil.

A carta, que aparece grifada nos arquivos da investigação policial, é endereçada formalmente ao chefe de Estado argentino. No texto, Bolsonaro se identifica como “38º Presidente da República Federativa do Brasil”.

Indiciamentos por coação e obstrução de investigação

Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o pastor Silas Malafaia foram indiciados pela Polícia Federal por coação no curso do processo e obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa. Eduardo Bolsonaro é acusado de articular, nos Estados Unidos, medidas de pressão contra ministros do STF em troca de anistia e impunidade pela tentativa de golpe de Estado.

A PF destaca que Malafaia, em sintonia com Jair e Eduardo Bolsonaro, utilizou sua posição de pastor e líder religioso para amplificar a pressão sobre os ministros da Suprema Corte. As investigações revelam uma articulação coordenada entre os três para influenciar decisões judiciais.

Segundo o inquérito, o ex-presidente não apenas endossou como financiou as ações do filho. Em depoimento, admitiu ter transferido R$ 2 milhões para Eduardo em maio de 2025, recursos provenientes de campanhas de doação via PIX organizadas por seus apoiadores.

Defesa contesta acusações e alega “Lawfare”

A defesa de Bolsonaro protocolou manifestação no STF na sexta-feira passada contestando as acusações de descumprimento das medidas cautelares e as tentativas de fuga ou violação das restrições judiciais.

Os advogados caracterizaram o relatório da Polícia Federal como “lawfare” e afirmaram que o documento encontrado no celular de Bolsonaro era de fevereiro de 2024. Segundo os defensores, o texto era apenas um “rascunho sem data e assinatura” que não pode ser considerado indício concreto de tentativa de fuga.

Os advogados argumentam que Bolsonaro “obedeceu a todas as decisões emanadas pela Suprema Corte” e compareceu regularmente às audiências mesmo após a elaboração do documento questionado. “Fato é que, com ou sem o rascunho, o ex-presidente não fugiu”, afirmaram.

O documento de 12 páginas apresentado pela defesa classifica o trabalho policial como “peça política” destinada a “desmoralizar um ex-presidente da República”. Os advogados argumentam que o relatório expõe indevidamente a vida privada de Bolsonaro e formula acusações “tão graves quanto descabidas”.

Autor

Leia mais

TSE aprova regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas eleitorais

Há 2 dias

Pena Justa: guia do CNJ orienta presídios a produzir os próprios alimentos

Há 2 dias
Agentes Comunitários de Saúde

Congresso promulga emenda que garante aposentadoria especial de agentes de saúde e de endemias

Há 2 dias

TJMG aumenta indenização a paciente com alergia a dipirona que sofreu choque anafilático

Há 2 dias

Sharenting: TJPR autoriza pais a publicar fotos de bebê nas redes, mas com limites

Há 2 dias

Plano é obrigado a custear cirurgia reparadora após bariátrica, decide TJSC

Há 2 dias