STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados – – –
Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia  – – –
Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –

Lula fala sobre caso Master e critica quem defende Daniel Vorcaro

Há 9 meses
Atualizado sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Por Carolina Villela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou nesta sexta-feira sobre o caso Master durante a entrega de 1,3 mil casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”, em Maceió (AL). Sem citar nomes, ele afirmou que quem defende Daniel Vorcaro, dono do banco, tem “falta de vergonha na cara”. A declaração do presidente ocorreu em meio à intensificação das investigações sobre o esquema de fraudes que teria causado prejuízos estimados em R$ 40 bilhões ao sistema financeiro brasileiro.

Lula mencionava a situação da população pobre do país e a comparou com o que chamou de “desfalque” envolvendo o Banco Master. O presidente criticou a dimensão do golpe e apontou que as instituições financeiras, incluindo bancos públicos, serão responsáveis por arcar com os prejuízos causados pelo esquema fraudulento.

Presidente critica desigualdade entre tratamento a pobres e fraudadores

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país”, afirmou o presidente durante o evento em Alagoas.

Lula completou com duras críticas a quem defende o empresário investigado: “Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”. A declaração do presidente reforça o tom político que o caso ganhou nos últimos dias, dividindo opiniões sobre a atuação das autoridades e a dimensão das fraudes investigadas.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Os alvos da Operação Barco de Papel foram o presidente e diretores do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social. A PF apura aplicações de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado do Banco Master.

Investigações revelaram esquema de fraude bilionária

As investigações contra o Banco Master tiveram início em 2024, quando o Banco Central identificou irregularidades em operações da instituição e comunicou o caso ao Ministério Público Federal. A partir disso, a Polícia Federal abriu uma apuração que apontou a existência de um amplo esquema de fraude financeira envolvendo a emissão de títulos de crédito falsos com promessa de rendimento até 40% acima da taxa básica do mercado, retorno considerado irreal pelos investigadores.

Segundo a PF, o Master criava carteiras de crédito sem lastro que eram então negociadas com outras instituições financeiras. O esquema permitia que o banco captasse recursos de investidores e de outras instituições sem ter os ativos necessários para lastrear as operações, configurando uma fraude de grandes proporções no sistema financeiro nacional.

Em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono e presidente do Banco Master, e de outros executivos. Vorcaro foi detido no aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar rumo a Malta, com destino final em Dubai.

Banqueiro foi solto após decisão do TRF-1

O banqueiro foi solto dias depois, em 29 de novembro, por decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Nesta semana, o advogado Walfrido Warde deixou a defesa de Vorcaro em meio a especulações sobre uma possível delação premiada. Pierpaolo Bottini, que segue na equipe de advogados, negou qualquer tratativa nesse sentido.

O Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial do banco Master, determinou nesta semana, que o BRB (Banco de Brasília) provisionasse R$ 2,6 bilhões em seu balanço contábil, valor necessário para cobrir perdas relacionadas à compra de carteiras de crédito sem lastro do Banco Master.

Na terça-feira (20), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovou as novas datas para os depoimentos relacionados ao caso Banco Master. As oitivas ocorrerão nos dias 26 e 27 de janeiro, conforme cronograma apresentado pela Polícia Federal. Oito pessoas serão ouvidas, mas o dono do banco, Daniel Vorcaro, não está entre os convocados para esta nova rodada.

Executivos e ex-diretores serão ouvidos no STF

A decisão de concentrar os depoimentos em dois dias partiu do próprio ministro, que alegou limitações operacionais no STF, como falta de pessoal e salas disponíveis. Antes disso, os depoimentos estavam previstos para ocorrer ao longo de seis dias, entre 23 e 28 de janeiro.

No dia 26, prestarão depoimento Dário Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor financeiro do Banco de Brasília (BRB); os fundadores da fintech Cartos, André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto; além de Alberto Felix de Oliveira, diretor do Banco Master.

Já no dia 27, será a vez de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Luiz Antonio Bull, diretores da instituição; e Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB. Toffoli determinou que os depoimentos podem ser realizados presencialmente no STF ou por videoconferência, e a Secretaria Judiciária foi encarregada de providenciar a reserva das salas e a presença de servidores para garantir a realização das oitivas.

Autor

Leia mais

Sede do STJ

STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados

Há 11 horas
Sessão da Corte Especial do STJ

Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia 

Há 11 horas
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 11 horas

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 11 horas
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 12 horas

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 12 horas