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golpistas no quebra quebra do 8/1

Moraes manda prender ex-chefes da PMDF condenados por omissão no 8 de janeiro

Há 7 meses
Atualizado quinta-feira, 12 de março de 2026

Da Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quarta-feira (11) a prisão dos cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Eles condenados a 16 anos de reclusão por não agirem para conter os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, quando manifestantes invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o próprio STF.

Quem são os presos

Os mandados de prisão alcançam Fábio Augusto Vieira, que era o comandante-geral da PMDF na época, e Klepter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral. Também foram presos os coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa e Marcelo Casimiro Vasconcelos.

Segundo o entendimento do STF, os oficiais tinham o dever legal de agir para impedir ou interromper as invasões, mas deixaram de fazê-lo — conduta que a corte classificou como omissão criminosa.

Onde ficarão detidos

Os condenados serão recolhidos ao 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A unidade, conhecida popularmente como “Papudinha”, é reservada a presos com perfil especial, como policiais, advogados e magistrados.

O local já abriga outros condenados de alta notoriedade, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

Por que as prisões acontecem agora

As ordens de prisão só puderam ser cumpridas após o esgotamento dos recursos judiciais disponíveis às defesas. A Primeira Turma do STF havia condenado os cinco oficiais em dezembro de 2024. No mês passado, o colegiado analisou os últimos pedidos apresentados pelos advogados dos réus. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela manutenção das condenações, afastando alegações de irregularidades no processo. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o relator. Com a decisão final, abriu-se caminho para a execução imediata das penas.

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