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PF deflagra nova fase da Operação Exfil e mira esquema de acesso ilegal a dados fiscais sigilosos

Há 7 meses
Atualizado quarta-feira, 1 de abril de 2026

Da redação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), mais uma fase da Operação Exfil, investigação que apura um esquema criminoso de obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de seus familiares. A ação mira o acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal do Brasil, configurando grave violação ao sigilo fiscal protegido por lei.

No âmbito da operação, agentes federais cumprem um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As diligências ocorrem nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Primeira fase foi deflagrada em fevereiro

A primeira fase foi realizada em 17 de fevereiro de 2026 e teve como foco apurar o repasse de documentos fiscais protegidos por sigilo legal — obtidos de forma criminosa — mediante pagamento. A investigação aponta para uma estrutura organizada de comercialização de informações sigilosas do fisco.

A obtenção e comercialização de declarações fiscais sigilosas é crime previsto no ordenamento jurídico brasileiro. O sigilo das informações prestadas à Receita Federal é garantido pela Lei Complementar nº 105/2001, que restringe o acesso a esses dados a situações expressamente autorizadas.

O esquema investigado pela PF sugere a existência de servidores ou colaboradores com acesso privilegiado aos sistemas do fisco, que teriam fornecido as informações em troca de remuneração. A Polícia Federal não divulgou, até o momento, a identidade do preso nem os nomes dos alvos das buscas e apreensões.

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