STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados – – –
Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia  – – –
Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –

É hoje no Senado a sabatina de Messias indicado para o STF

Há 6 meses
Atualizado quarta-feira, 29 de abril de 2026

Da Redação

O advogado-geral da União, Jorge Messias, enfrenta hoje uma das votações mais aguardadas do ano político. Ele será avaliado por senadores para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) — e o resultado pode ser decidido por uma margem estreita de votos.

Como funciona a sabatina

O processo acontece em duas etapas. Primeiro, Messias passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde precisa conquistar a maioria dos votos dos senadores presentes. Em seguida, independentemente do resultado na comissão, o nome vai a plenário — e ali são necessários ao menos 41 votos favoráveis para a aprovação.

Em ambas as etapas, a votação é secreta. Isso significa que o público saberá apenas o placar final, sem saber como cada senador votou individualmente.

A disputa nos bastidores

O caminho de Messias até a sabatina foi marcado por tensão política. Quando o presidente Lula o escolheu, em novembro de 2025, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reagiu mal: ele queria ver o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) no cargo. A insatisfação foi tanta que o governo chegou a adiar o envio oficial da indicação por semanas.

Alcolumbre chegou a anunciar uma sabatina-relâmpago — em duas semanas — para evitar que Messias tivesse tempo de visitar senadores e conquistar apoio. Mais recentemente, recusou-se a receber o indicado em audiência formal.

Reaproximação e sinais de apoio

O cenário começou a mudar após um encontro informal, fora de agenda, na casa do ministro do STF Cristiano Zanin. Lá, Messias e Alcolumbre conversaram, com a presença também de Rodrigo Pacheco e do ministro Alexandre de Moraes. Aliados de Messias descreveram o clima como positivo, mas interlocutores de Alcolumbre foram cautelosos: o presidente do Senado teria garantido apenas um processo institucional, sem prometer votos.

Um sinal mais concreto veio na véspera da sabatina. Pacheco almoçou com Messias ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do prefeito de Recife, João Campos — presidente do PSB —, formalizando o apoio do partido. Para aliados do indicado, isso indica que o grupo político de Alcolumbre está liberado para votar a favor.

Dinheiro e política: emendas na véspera

Às vésperas da votação, o governo federal empenhnou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares. O maior beneficiado no Senado foi o PL, principal partido de oposição, com R$ 479 milhões reservados. Empenhar uma emenda significa que o governo se compromete formalmente a liberar aquele valor.

A movimentação chamou atenção por coincidir com o período de articulação pelo apoio dos senadores, embora o governo não tenha vinculado explicitamente os dois temas.

Projeções e quem estará ao lado de Messias

Senadores da base governista estimam aprovação tranquila na CCJ e projetam entre 43 e 48 votos no plenário — margem confortável acima dos 41 necessários. A oposição, porém, promete disputar voto a voto.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, será presença marcante: ele anunciou que bloqueou toda a agenda para acompanhar Messias desde a chegada até o encerramento da sessão, como gesto público de apoio.

Como será o rito da sabatina

A sabatina de Messias será a terceira do dia na CCJ, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Antes dele, a comissão avalia os nomes de Margareth Costa para o Tribunal Superior do Trabalho e de Tarcijany Machado para defensora pública-geral federal.

No formato previsto, Messias faz uma apresentação inicial; depois, cada senador tem até dez minutos para perguntar, organizados em blocos de três ou quatro parlamentares. O indicado responde sem limite de tempo. A réplica do senador e a tréplica de Messias têm, em geral, até cinco minutos cada — mas é Otto Alencar quem decide se a tréplica será concedida.

Autor

Leia mais

Sede do STJ

STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados

Há 10 horas
Sessão da Corte Especial do STJ

Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia 

Há 10 horas
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 10 horas

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 10 horas
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 11 horas

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 11 horas