TSE aprova regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas eleitorais – – –
Pena Justa: guia do CNJ orienta presídios a produzir os próprios alimentos – – –
Congresso promulga emenda que garante aposentadoria especial de agentes de saúde e de endemias – – –
TJMG aumenta indenização a paciente com alergia a dipirona que sofreu choque anafilático – – –
Sharenting: TJPR autoriza pais a publicar fotos de bebê nas redes, mas com limites – – –
Plano é obrigado a custear cirurgia reparadora após bariátrica, decide TJSC – – –
Desconsideração da personalidade jurídica exige prova de abuso, decide STJ – – –
Fim da escala 6×1 é avanço social e beneficia mulheres, diz presidente do TST – – –
STJ mantém exoneração de 20% dos comissionados da Secretaria de Cultura do Rio – – –
Justiça de SP condena ateliê que recusou fazer convite de casamento a casal homoafetivo – – –

Curadora é responsabilizada por dívidas trabalhistas de irmã falecida

Há 5 meses
Atualizado sexta-feira, 8 de maio de 2026

Da Redação

Uma mulher nomeada curadora de sua irmã com deficiência mental foi condenada a responder solidariamente por dívidas trabalhistas acumuladas com uma empregada doméstica — decisão mantida pela Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em julgamento concluído em maio de 2026.

Caso envolve empregada que trabalhou por 18 anos

A trabalhadora atuou como doméstica de 2000 a 2018 cuidando de uma idosa com deficiência mental moderada que vivia sozinha. Com a morte da empregadora, ela ingressou na Justiça do Trabalho pedindo o pagamento de horas extras e outras verbas não quitadas durante o vínculo.

A idosa não tinha condições de gerir seus próprios atos jurídicos, e sua irmã havia sido designada curadora. O problema: essa curadora residia nos Estados Unidos e vinha ao Brasil apenas uma ou duas vezes por ano.

Delegação a contador não bastou para isentar a curadora

Durante o processo, testemunhas relataram que as funcionárias da casa se reportavam a um contador, que as dispensou após a morte da empregadora. O representante das irmãs confirmou que a curadora havia se tornado inventariante e era responsável por quitar todas as dívidas por meio desse profissional.

A defesa argumentou que a curadora apenas auxiliava em questões burocráticas e que a curatela se extinguia automaticamente com a morte da irmã, em novembro de 2018. O argumento, porém, não convenceu os magistrados em nenhuma instância.

TST manteve condenação por omissão e negligência

O relator do recurso no TST, ministro Alberto Balazeiro, destacou que assumir a curatela implica obrigações legais que vão muito além de uma representação formal. Segundo o ministro, quem exerce essa função deve pagar obrigações, reparar prejuízos e responder solidariamente por danos causados por atuação negligente ou omissiva.

Balazeiro apontou que, sob a perspectiva trabalhista, as obrigações decorrentes de relações de emprego recaem sobre quem detém poder jurídico de administrar e fiscalizar os atos do curatelado. A distância física e as visitas esporádicas demonstraram, no entendimento do colegiado, que não havia controle efetivo sobre o cumprimento das obrigações com a empregada.

O ministro foi enfático ao tratar da delegação a terceiros: mesmo que a curadora tenha repassado o acompanhamento das rotinas administrativas a um contador ou supervisor, isso não a isenta de responsabilidade legal. “A função do curador vai além da simples representação formal, implicando gestão ativa e responsável das relações jurídicas e patrimoniais do curatelado, inclusive as de natureza trabalhista”, afirmou Balazeiro em seu voto.

Decisão foi unânime e reforça deveres da curatela

A Terceira Turma rejeitou o recurso de forma unânime, mantendo a condenação já imposta pelo juízo de primeiro grau e confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho. O caso tramita em segredo de justiça.

A decisão reforça o entendimento de que a curatela é um encargo ativo: o curador não pode se limitar a assinar documentos ou delegar todas as funções a terceiros sem acompanhar, de fato, o cumprimento das obrigações assumidas em nome da pessoa sob sua responsabilidade. Quando há negligência, a Justiça reconhece responsabilidade solidária — inclusive sobre dívidas trabalhistas acumuladas ao longo de anos.

Autor

Leia mais

TSE aprova regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas eleitorais

Há 7 horas

Pena Justa: guia do CNJ orienta presídios a produzir os próprios alimentos

Há 7 horas
Agentes Comunitários de Saúde

Congresso promulga emenda que garante aposentadoria especial de agentes de saúde e de endemias

Há 9 horas

TJMG aumenta indenização a paciente com alergia a dipirona que sofreu choque anafilático

Há 9 horas

Sharenting: TJPR autoriza pais a publicar fotos de bebê nas redes, mas com limites

Há 9 horas

Plano é obrigado a custear cirurgia reparadora após bariátrica, decide TJSC

Há 10 horas