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Ex-senador Rodrigo Pacheco que assume nesta quarta-feira (30) como novo ministro do TCU

Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para vaga no TCU após saída de Bruno Dantas

Há 2 meses
Atualizado terça-feira, 1 de setembro de 2026

Da Redação

O senador Rodrigo Pacheco foi escolhido pelo presidente do Senado para ocupar o lugar de Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União. A indicação ainda depende de aprovação do Senado e da Câmara antes de seguir para sanção do presidente da República.

Como surgiu a vaga

O ministro Bruno Dantas comunicou nesta segunda-feira (31) que está deixando o TCU antes do previsto. O aviso foi enviado por escrito ao presidente do tribunal, Vital do Rêgo Filho.

Em um vídeo divulgado no mesmo dia, Dantas explicou que pretende se dedicar a outras iniciativas profissionais. Ele também comentou que renovar os cargos mais altos do serviço público é algo positivo para o país.

Com a saída, abriu-se espaço para uma nova indicação — e essa vaga pertence à cota do Senado Federal, ou seja, cabe aos senadores escolherem quem vai ocupá-la.

Quem indicou Rodrigo Pacheco

O nome de Rodrigo Pacheco foi apresentado por Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, com apoio de outros 19 senadores. Entre os que assinaram o documento estão nomes de diferentes lados do espectro político, como a líder do governo Teresa Leitão e o líder da oposição Rogério Marinho.

Essa articulação já vinha sendo preparada por Alcolumbre. Ele esperava apenas que Bruno Dantas confirmasse sua saída para movimentar oficialmente a indicação de Pacheco. A informação foi publicada pelo g1.

Entenda o cargo de ministro do TCU

Diferente de muitos postos públicos, a função de ministro do TCU não tem prazo fixo. Funciona de forma parecida com o Supremo Tribunal Federal: uma vez aprovado, o ministro permanece no cargo até completar 75 anos — a chamada aposentadoria compulsória — a não ser que opte por sair antes.

Quais são os próximos passos

Para que Pacheco assuma de fato a cadeira no tribunal, a indicação precisa passar por algumas etapas. Primeiro, vai à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde normalmente o indicado participa de uma sabatina — uma espécie de entrevista pública com os senadores.

Depois, o nome segue para votação no plenário do Senado, com expectativa de análise já nesta quarta-feira (2). Também é necessário o aval da Câmara dos Deputados. Somente depois dessas duas aprovações o presidente da República pode formalizar a nomeação.

Vale destacar que Alcolumbre pediu urgência para que a votação no plenário aconteça sem a etapa da sabatina — caminho semelhante ao que já foi usado recentemente na indicação de outro nome ao TCU pela Câmara.

O contexto político por trás da escolha

Antes de mirar o TCU, Alcolumbre defendia outro destino para Rodrigo Pacheco: uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Porém, o presidente Lula preferiu indicar Jorge Messias, então advogado-geral da União — nome que acabou não sendo aprovado pelo Senado.

Essa rejeição gerou um afastamento entre Lula e Alcolumbre, já que o petista entendeu que o presidente do Senado atuou para dificultar a aprovação de Messias.

Reaproximação entre Lula e Alcolumbre

Neste mês de agosto, porém, os dois voltaram a conversar. Essa aproximação acontece em um período estratégico, já que o governo busca apoio no Congresso para avançar com propostas importantes antes do início do ano eleitoral — como as mudanças na escala de trabalho 6×1, projetos ligados à segurança pública e a medida provisória sobre a tributação das chamadas “compras internacionais de baixo valor”.

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