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TSE amplia articulação para enfrentar riscos climáticos nas Eleições 2026

Há 2 horas
Atualizado quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Da redação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a articulação com os tribunais regionais eleitorais (TREs) e outros órgãos para prevenir impactos de eventos climáticos extremos nas Eleições 2026. A Sala Nacional de Situação Climática, criada pela Corte, vai monitorar riscos, reunir informações e apoiar os regionais na prevenção e na resposta a situações que possam afetar a votação.

Rede nacional busca atuação rápida

A proposta é formar uma rede de apoio capaz de reagir com agilidade a chuvas intensas, enchentes, deslizamentos, secas, queimadas e outros eventos extremos.

Esses fenômenos podem comprometer o acesso aos locais de votação, o transporte de materiais, o armazenamento de equipamentos e a transmissão de informações.

Mapas de risco e medidas de emergência

Com base em dados geográficos e climáticos, a sala poderá produzir mapas de risco, boletins técnicos e recomendações para situações de emergência.

Entre as medidas previstas estão a definição de locais de votação de reserva, rotas emergenciais de transporte e o reforço dos sistemas de comunicação. Também haverá orientações para servidores e mesários.

Sala nacional não substitui os TREs

O TSE esclarece que a estrutura nacional não substitui a atuação dos tribunais regionais. A ideia é combinar o conhecimento local dos TREs, que conhecem rotas de acesso, locais de votação e vulnerabilidades de cada região, com um suporte técnico centralizado.

O diretor de Assuntos Estratégicos do TSE, William Akerman, afirmou que a rede interinstitucional está a serviço dos regionais, para somar capacidades e fortalecer a resposta em todo o país. Segundo ele, o objetivo é assegurar eleições transparentes, inclusivas e seguras, mesmo diante de eventos climáticos mais severos.

Tribunais regionais foram ouvidos

Como parte do trabalho, o TSE realizou reuniões com TREs de todas as regiões para conhecer os principais riscos identificados em cada estado e as medidas já planejadas.

Os regionais enviaram planos de contingência e outras informações à Sala Nacional. O diálogo permitiu identificar situações que podem exigir apoio, articulação ou acompanhamento em âmbito nacional.

Parceiros monitoram clima e defesa civil

A sala também articula ações com instituições responsáveis pelo monitoramento climático, meteorológico e hidrológico e pela proteção e defesa civil.

Entre os parceiros estão o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as defensorias públicas estaduais e a Defensoria Pública da União (DPU). Participam ainda Condege, Anadep, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Essa integração permite transformar alertas e análises técnicas em informações úteis ao planejamento eleitoral e identificar áreas vulneráveis com antecedência.

Acordos de cooperação técnica

Para garantir a efetividade das ações, o TSE firmou acordos de cooperação técnica com a DPU, a Anadep, o Condege, a OAB e o TST.

Os termos preveem a formação de uma rede de apoio à Justiça Eleitoral, que poderá incluir o compartilhamento de infraestrutura, informações, capacidades logísticas e veículos oficiais, conforme a disponibilidade operacional de cada instituição.

As ações poderão ser adotadas preventivamente, diante de risco climático relevante, ou em caráter contingencial, quando já houver situação capaz de comprometer ou interromper as atividades eleitorais.

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