Da Redação
As campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22/10) petição conjunta para autorizar a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos.
No documento, as campanhas de ambos pedem ao ministro André Mendonça que requisite os dados e determine a divulgação simultânea das informações em um site de acesso público ainda hoje até a meia noite.
Aval de Mendonça
O ministro, atual vice-presidente do TSE, ainda precisa dar o aval à abertura dos sigilos e solicitar os dados a operadoras de telefonia e ao Banco Central. Durante a saída do tribunal, o coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana, afirmou que o presidente assinou pessoalmente a autorização e defendeu que a população tenha acesso aos dados antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25/10).
Segundo ele, o objetivo é permitir que os eleitores conheçam as informações relacionadas aos candidatos antes de decidir o voto. A advogada da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, disse que tudo o que foi pedido na petição do presidente Lula e na do senador foi aceito. “Absolutamente tudo o que foi pedido pelas duas campanhas será apresentado sem nenhuma reserva”, afirmou ela.
Os sigilos a serem abertos
Pelo texto apresentado, Lula autorizou o levantamento dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua pessoa física, dos familiares indicados na petição inicial e do Instituto Lula, além da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações.
Flávio, por sua vez, autorizou a abertura dos próprios sigilos, dos familiares mencionados no pedido e de empresas das quais seja sócio ou administrador. A autorização também inclui mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e contas no Brasil e no exterior em que figure ou tenha figurado como titular, procurador, responsável financeiro ou usuário master, incluindo a Alcazar Holdings, no Santander.
— Com Agências de Notícias