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Caso Master: Ciro Nogueira é um dos alvos da 5ª Fase da operação Compliance Zero

Há 3 meses
Atualizado quinta-feira, 7 de maio de 2026

Da Redação

A Polícia Federal deu mais um passo nesta quinta-feira (7) nas investigações sobre suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Uma nova fase da Operação Compliance ZA Polícia Federal deu mais um passo nesta quinta-feira (7) na investigação sobre fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Em uma nova fase da Operação Compliance Zero, agentes cumpriram mandados em quatro estados e no Distrito Federal, mirando políticos, empresários e operadores financeiros suspeitos de integrar uma organização criminosa.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Partido Progressistas, está entre os alvos. Sua casa em Brasília foi alvo de busca e apreensão. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal tem indícios de que o parlamentar teria atuado em favor de um banqueiro em troca de vantagens financeiras ilícitas.

O que a PF investiga

O esquema teria funcionado assim: o grupo enviava minutas de projetos de lei diretamente para a residência do senador Ciro Nogueira, incluindo uma emenda que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito — o FGC — em benefício do próprio Banco Master. Em troca, o parlamentar receberia uma série de vantagens.

As vantagens que Ciro Nogueira teria recebido

Segundo a investigação, os benefícios ao senador iam muito além de dinheiro vivo. A PF aponta o pagamento mensal de R$ 300 mil a R$ 500 mil, a compra de uma participação societária avaliada em R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão, além do custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas pessoais.

O irmão do senador, Raimundo Neto, também aparece na investigação. Ele teria atuado como administrador formal de uma das empresas do esquema — a CNLF Empreendimentos Imobiliários —, dando suporte documental às operações e ajudando a manter a aparência de legalidade nas transações.

O papel das empresas no esquema

A investigação identificou ao menos quatro empresas usadas para movimentar e ocultar o dinheiro ilícito: CNLF Empreendimentos Imobiliários, BRGD S.A., Green Investimentos S.A. e Green Energia Fundo de Investimento em Participações. Todas teriam sido criadas ou utilizadas com a finalidade principal de dar cobertura ao esquema.

Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e apontado como o principal operador financeiro do grupo, teria articulado os contratos e os repasses mensais. Já Bernardo Rodrigues de Oliveira era o responsável por inserir dinheiro em espécie no sistema bancário de forma fracionada — prática clássica de lavagem de dinheiro.

Prisão e contas bloqueadas

Das ordens judiciais em vigor, dez são de busca e apreensão e uma é de prisão temporária, cumprida contra Felipe Vorcaro. Ele tentou fugir durante a operação, deixando para trás pertences pessoais e aparelhos eletrônicos — o que, segundo a PF, reforçou a necessidade da prisão. A detenção tem duração de cinco dias, com possibilidade de renovação.

Para os demais investigados — incluindo Ciro Nogueira, o irmão Raimundo Neto e Bernardo Rodrigues —, o STF determinou medidas cautelares: proibição de contato entre eles e restrição de deslocamento ao próprio município. As quatro empresas investigadas tiveram suas atividades suspensas por tempo indeterminado. O bloqueio de bens, direitos e valores soma R$ 18,85 milhões.

O que é a Operação Compliance Zero

Lançada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de fraudes no Banco Master, a Operação Compliance Zero já havia gerado fases anteriores. O nome é uma ironia ao termo “compliance”, que designa justamente os mecanismos internos de controle e ética que as empresas deveriam adotar — e que, segundo a PF, teriam sido completamente ignorados neste caso.

A investigação reúne como provas transferências bancárias, mensagens eletrônicas trocadas entre os suspeitos, registros de viagens e documentos societários. O conjunto de evidências aponta, segundo os investigadores, para um arranjo deliberado entre agentes públicos e privados para obter ganhos mútuos à margem da lei.ero foi deflagrada com mandados sendo cumpridos em quatro estados e no Distrito Federal.

Reportagem em atualização.

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