STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados – – –
Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia  – – –
Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –
Edson Fachin, presiente do STF

Fachin assume presidência do STF e promete gestão discreta e institucional

Há 1 ano
Atualizado segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Luiz Edson Fachin toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (29), com foco na defesa da institucionalidade e distanciamento de tensões políticas.

O ministro Luiz Edson Fachin, de 67 anos, assume nesta segunda-feira (29) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), coroando uma trajetória de uma década na Corte. Ele sucede Luís Roberto Barroso e terá como principal desafio conduzir os trabalhos da instituição em meio à reta final dos julgamentos dos envolvidos na tentativa de golpe e diante da crescente polarização política rumo às eleições de 2026.

A posse está marcada para as 16h, na sede do STF, com cerimônia mais sóbria do que a de seu antecessor. Estão previstas as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do Senado e da Câmara, além de cerca de mil convidados.

Estilo reservado e foco na colegialidade

O perfil reservado e institucional de Fachin é visto como um trunfo para desarmar possíveis conflitos entre o STF e os demais Poderes. “Ao direito o que é do direito, e à política o que é da política”, costuma dizer o ministro, cuja atuação é marcada pela defesa da autonomia do Judiciário.

Especialistas apontam que sua gestão pode marcar uma mudança de tom após períodos de enfrentamento. Oscar Vilhena, professor da FGV Direito SP, observa que o novo momento institucional permite uma presidência “menos vocal”, com menor exposição política.

Continuidade de pautas sociais e ambientais

Na definição da pauta de julgamentos, Fachin indicou que manterá o foco em temas sociais. Entre os processos prioritários estão o que discute vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos, ações sobre preservação ambiental e direitos do idoso em planos de saúde.

Sua trajetória no STF revela compromisso com causas sociais, como a limitação da letalidade policial no Rio de Janeiro, a proibição de revistas vexatórias em presídios e a defesa dos direitos indígenas. Ele também votou a favor do reconhecimento da homotransfobia como crime de racismo.

Estilo institucional e foco nos autos

Fachin é conhecido por sua discrição e por se comunicar principalmente por meio dos votos que profere. Segundo Álvaro Jorge, professor da FGV Direito Rio, o ministro tem forte preocupação com a proteção do indivíduo e tende a reduzir a interlocução direta com o meio político.

Uma das apostas para sua gestão é o reforço da colegialidade, tendência iniciada pela ministra Rosa Weber. O objetivo é reforçar a imagem do STF como órgão técnico e evitar que seja percebido como ator político, protegendo assim a Corte de ataques externos.

Transição administrativa e compromissos de gestão

O novo presidente manterá algumas iniciativas de Barroso, como a reformulação da TV Justiça e o repositório de julgamentos. Apesar de ser conhecido por um estilo de linguagem rebuscada — apelidado de “fachinês” —, comprometeu-se a manter o Pacto Nacional pela Linguagem Simples, que visa tornar a comunicação jurídica mais acessível.

Para a administração da Corte, foram nomeados Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda (direção-geral), Roberto Dalledone Machado Filho (secretaria-geral) e André Ribeiro Giamberardino (chefe de gabinete).

Trajetória acadêmica e jurídica

Natural de Rondinha (RS), Fachin construiu sua carreira no Paraná. Formado pela Universidade Federal do Paraná, onde também foi professor, tem mestrado e doutorado pela PUC-SP e pós-doutorado no Canadá. Antes de chegar ao STF, foi procurador do Estado do Paraná por 16 anos e consultor em direito privado. Sua indicação ao Supremo ocorreu em 2015, feita pela então presidente Dilma Rousseff.

Com a posse, Fachin atinge o topo da carreira na magistratura e assume a responsabilidade de liderar a Suprema Corte em um período decisivo para o país.

Autor

Leia mais

Sede do STJ

STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados

Há 10 horas
Sessão da Corte Especial do STJ

Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia 

Há 10 horas
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 10 horas

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 10 horas
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 11 horas

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 11 horas