Operação Compliance Zero: acesse todos os documentos com sigilo retirado pelo STF – – –
STF valida limite de compensação tributária judicial – – –
TJSC autoriza progressão de regime da mulher que se passou por adolescente para enganar família – – –
STF divulga rito do julgamento da sessão extraordinária desta terça-feira (15) – – –
PMDF monta segurança reforçada na Praça dos Três Poderes nesta terça (15) por conta da sessão do STF – – –
Mendonça acolhe ordem do presidente do STF e abre sigilo de pagamentos feitos por Vorcaro – – –
Presidente do TSE visita comunidade indígena em Roraima e inaugura primeira ouvidoria fora do tribunal – – –
Investigação contra Deputado Cezinha revela negociação de acesso a ministros do STF por até R$ 2 milhões – – –
Termina hoje prazo para eleitores com deficiência pedirem transporte grátis – – –
Fachin transfere relatoria do Master e INSS para Presidência e mantém julgamento da terça (15) – – –

Fachin defende transparência e prestação de contas do Judiciário em seminário da Folha

Há 1 mês
Atualizado segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Da redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, abriu nesta segunda-feira (10), em São Paulo, a série de seminários “O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça”, promovida pelo jornal Folha de S.Paulo. No discurso de abertura, o ministro afirmou que a confiança é o fundamento sobre o qual se sustenta a autoridade legítima das instituições públicas.

Fachin defendeu que o Judiciário que se abre à crítica qualificada e presta contas de suas atividades fortalece a confiança da sociedade. Segundo ele, o poder público existe para servir, e não para ser servido, e a autoridade legítima só se sustenta quando a população confia nas decisões tomadas pelas instituições.

Coerência entre discurso e prática

Para o ministro, a credibilidade das instituições se constrói na repetição de atos coerentes com o que elas prometem à sociedade. “Toda vez que uma instituição age com coerência entre o que promete e o que realiza, deposita um pouco mais de confiança no patrimônio comum da Nação”, declarou.

Fachin reconheceu que o Judiciário, como qualquer instituição republicana, está sujeito a falhas, e afirmou que admitir essa condição não representa fragilidade. Pelo contrário: segundo ele, um tribunal se fortalece diante da opinião pública justamente quando aceita o escrutínio da imprensa e presta contas de seus critérios decisórios e de sua gestão administrativa.

O ministro lembrou que integridade e transparência foram definidas como diretrizes centrais de sua gestão à frente do STF e do CNJ, e destacou o papel histórico do próprio CNJ, criado em 2005, no avanço da transparência do Judiciário brasileiro.

Riscos do isolamento e da submissão

Ao tratar do cenário internacional, Fachin afirmou que a confiança nas instituições enfrenta desafios em praticamente todas as democracias contemporâneas. Segundo ele, esse contexto costuma abrir espaço para duas tentações: o isolamento defensivo, que blinda as instituições do escrutínio da sociedade e da imprensa, e a submissão, que faz as instituições cederem a pressões circunstanciais.

Para o ministro, o caminho republicano exige equilíbrio entre esses dois extremos. “Abertura e serenidade; transparência sem espetáculo; resposta à crítica legítima sem submissão a pressões ilegítimas; humildade institucional sem abdicação de responsabilidade”, resumiu.

Fachin também tratou da imparcialidade do Judiciário, argumentando que a Justiça precisa não apenas ser independente e imparcial, mas também ser percebida dessa forma pela sociedade. “A aparência de imparcialidade não é uma questão meramente estética. Ela integra a própria legitimidade da função jurisdicional”, afirmou.

Conflitos de interesse e responsabilidade

Como parte desse esforço, o ministro citou medidas que vem propondo em sua gestão para prevenção e gestão de conflitos de interesse no Judiciário. Ele defendeu que, além de eventual regulamentação específica do CNJ, os tribunais devem dar atenção especial ao tema — não como um conjunto de restrições à magistratura, mas como uma política de proteção da própria Justiça.

Fachin citou ainda as medidas sugeridas pelo Observatório Nacional de Integridade e Transparência (ONIT), criado pelo CNJ, voltadas à prevenção e gestão de conflitos de interesse no Poder Judiciário.

Ao encerrar sua fala, o ministro defendeu que a sociedade deve fiscalizar as instituições com liberdade, mas também com responsabilidade. “O que precisamos é de transparência com responsabilidade, crítica com liberdade, independência com prestação de contas e integridade como prática cotidiana. É assim que pode ser construída a confiança republicana”, concluiu.

*Com informações do STF

Autor

Leia mais

Fachada do Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF)

Operação Compliance Zero: acesse todos os documentos com sigilo retirado pelo STF

Há 2 horas
Foto do plenário do STF vazio

STF valida limite de compensação tributária judicial

Há 2 horas
Amanda Oliveira, mulher de 38 anos que se passou por adolescente autista para enganar família

TJSC autoriza progressão de regime da mulher que se passou por adolescente para enganar família

Há 3 horas
Estátua da Justiça, na Praça dos Três Poderes

STF divulga rito do julgamento da sessão extraordinária desta terça-feira (15)

Há 4 horas
Viaturas e policiais da PMDF na segurança da Praça dos Três Poderes

PMDF monta segurança reforçada na Praça dos Três Poderes nesta terça (15) por conta da sessão do STF

Há 5 horas
Ministro André Mendonça, do STF

Mendonça acolhe ordem do presidente do STF e abre sigilo de pagamentos feitos por Vorcaro

Há 5 horas