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Senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PL

Flávio anuncia PEC pelo fim da reeleição a presidente

Há 8 meses
Atualizado quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (25), em Brasília, que apresentará uma proposta de emenda à Constituição para extinguir a reeleição ao cargo de presidente da República já a partir do pleito deste ano. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, ele também confirmou a pacificação interna do partido em Santa Catarina e declarou apoio à pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado por São Paulo. O movimento ocorre em meio a articulações para consolidar sua candidatura nacional e reorganizar alianças estaduais.

A proposta de emenda constitucional (PEC) prevê o fim da possibilidade de recondução apenas para o cargo de presidente da República. Prefeitos e governadores continuariam com o direito à reeleição.

Segundo o senador, a medida busca fortalecer a independência do governante e reduzir incentivos ao uso estratégico da máquina pública. Ele também afirma que a iniciativa reafirma o compromisso com a limitação temporal do poder político.

Proposta mira apoio no Congresso

Ao restringir a mudança apenas ao Executivo federal, Flávio tenta ampliar o apoio parlamentar à proposta. Não há consenso no Congresso sobre alterar as regras eleitorais em vigor.

Para que a PEC seja protocolada, são necessárias 27 assinaturas. Até o momento, o senador informou ter reunido 14 apoios. A articulação segue em curso.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, já havia defendido o fim da reeleição ao disputar o Planalto em 2018. Posteriormente, no entanto, buscou a recondução ao cargo na eleição de 2022.

Pacificação em Santa Catarina

Durante a agenda na capital federal, Flávio também celebrou o fim de impasses internos do PL em Santa Catarina. Foram confirmadas as pré-candidaturas de Carlos Bolsonaro e da deputada Caroline de Toni ao Senado.

A chapa será encabeçada pelo governador Jorginho Mello, que deve disputar a reeleição. A definição é vista como estratégica para fortalecer o palanque estadual da candidatura presidencial de Flávio.

Nas últimas semanas, divergências públicas entre integrantes da família Bolsonaro e aliados ampliaram tensões internas. A ex-primeira-dama havia manifestado apoio a Caroline de Toni, em movimento interpretado como resistência à candidatura de Carlos.

Segundo fontes do partido, a deputada chegou a cogitar deixar a legenda durante a janela partidária de março. A possibilidade de saída elevava o risco de desgaste político para o senador.

Impacto nas alianças

A composição catarinense também provocou ruídos com a federação União-Progressistas. A vaga ao Senado antes prometida ao senador Esperidião Amin acabou ocupada por De Toni.

Aliado histórico de Jair Bolsonaro, Amin pretende disputar a reeleição em outubro. A mudança altera o arranjo político local e pode repercutir nas alianças nacionais.

Em entrevista coletiva, Flávio minimizou os conflitos recentes entre aliados e familiares. Segundo ele, todos compartilham o mesmo objetivo político e buscarão entendimento interno.

Articulação em São Paulo

No mesmo dia, o senador visitou o pai na unidade prisional conhecida como Papudinha. Acompanhado de Derrite, recebeu do ex-presidente apoio à pré-candidatura do deputado ao Senado por São Paulo.

Ex-secretário de Segurança Pública, Derrite também conta com o respaldo do governador Tarcísio de Freitas. Flávio deve se reunir com o chefe do Executivo paulista para discutir a formação da chapa estadual, incluindo a possibilidade de o PL indicar o vice.

Outros nomes do partido são cogitados para disputar o Senado em São Paulo. Entre eles, parlamentares federais e lideranças locais ligadas ao ex-presidente.

Pesquisa e críticas ao governo

Ao comentar levantamento da AtlasIntel, que aponta empate técnico em eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio afirmou que o resultado reflete, segundo ele, o desempenho do governo federal.

De acordo com a pesquisa, Lula teria 46,2% das intenções de voto, contra 46,3% do senador. O cenário indica disputa acirrada.

Flávio também reiterou críticas da oposição à política fiscal e à atuação do governo no enfrentamento às facções criminosas. Ele mencionou o aumento do Imposto de Importação sobre 1.252 produtos dos setores de máquinas, equipamentos e tecnologia.

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