STJ afasta tentativa de homicídio de homem armado e contido por familiares antes de chegar à vítima – – –
Honorários não podem ser habilitados na falência sem verba expressamente fixada – – –
PSol do RJ apela ao TSE para que pedido de Garotinho seja desconsiderado – – –
Em BH, Igreja da Lagoinha e pastor são condenados por discurso de ódio contra mulheres – – –
Marinho diz que “Senado não vai mais se omitir” sobre crimes de responsabilidade de magistrados – – –
Comprador de ar-condicionado será indenizado após site sumir com o dinheiro – – –
TJSP mantém condenação de mulher que se apropriou do rebanho da irmã – – –
Ministro Alexandre de Moraes autoriza progressão de regime para “Débora do Batom” – – –
STJ decide que violação de patente gera dano moral presumido – – –
André Mendonça multa Flávio Bolsonaro por impulsionar post com críticas a Lula – – –
Ministro Humberto Martins, do STJ, durante sessão

Honorários não podem ser habilitados na falência sem verba expressamente fixada

Há 44 minutos
Atualizado terça-feira, 6 de outubro de 2026

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que honorários mencionados no despacho inicial de pedido de falência de uma empresa para compor o chamado depósito elisivo – valor que o devedor pode pagar para evitar a quebra – não podem ser habilitados na falência se esse depósito não foi realizado e a sentença não fixou expressamente a verba.

O julgamento foi realizado pela 3ª Turma da Corte, onde os ministros do colegiado, por unanimidade, acolheram o voto do relator do processo, ministro Humberto Martins, e negaram provimento a Recurso Especial interposto por um escritório de advocacia que buscava incluir o crédito no quadro geral de credores da falência.

Entenda o caso

A controvérsia teve origem em pedido de falência no qual o despacho inicial indicou honorários de 10% sobre o valor do crédito, para fins de composição do depósito elisivo. O depósito, porém, não foi realizado. Posteriormente, a sentença decretou a falência, mas não estabeleceu condenação ao pagamento de honorários sucumbenciais.

O escritório de advocacia requereu, então, a habilitação da verba no quadro geral de credores. O juízo de primeiro grau acolheu o pedido, com classificação do crédito, até o limite de 150 salários mínimos. A empresa recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que reformou a decisão.

Natureza provisória e condicionada

Conforme o entendimento do TJRJ, “os honorários previstos no despacho inicial tinham natureza provisória e condicionada”, motivo pelo qual os desembargadores estaduais entenderam que, diante do silêncio da sentença de quebra, não havia título judicial que amparasse a habilitação.

O escritório de advocacia interpôs, então, recurso junto ao STJ, onde argumentou que a decisão que estabeleceu os honorários não havia sido revogada e que “seus efeitos teriam sido absorvidos pela sentença que decretou a falência”.

O ministro Humberto Martins diferenciou os precedentes citados pela defesa da situação em julgamento. Segundo ele, os honorários indicados no despacho inicial do pedido de falência possuem natureza “instrumental, provisória e condicionada” ao depósito elisivo. 

“Crédito controvertido”

Tal verba, complementou, integra o montante que o devedor deve depositar para evitar a decretação da falência e, nessa hipótese, pode ser posteriormente levantada pelo credor. Martins, no entanto, enfatizou que “sem a realização do depósito, porém, essa verba não se aperfeiçoa como crédito passível de habilitação”.

O ministro ressaltou que a habilitação na falência “pressupõe a existência de documento idôneo que demonstre crédito certo, líquido e exigível e não pode ser utilizada para constituir, originalmente, um crédito ainda controvertido”.

Condenação expressa da parte vencida

Outro ponto determinante foi o silêncio da sentença que decretou a falência. De acordo com o ministro, o direito aos honorários sucumbenciais nasce com a sentença e exige condenação expressa da parte vencida. “O pedido implícito dispensa requerimento, mas não dispensa decisão”, afirmou. 

Assim, enfatizou que o fato de os honorários terem sido mencionados no despacho inicial não significa que tenha havido condenação ao pagamento. O processo julgado foi o Recurso Especial (REsp) Nº 2.242.072.

— Com informações do STJ

Autor

Leia mais

STJ afasta tentativa de homicídio de homem armado e contido por familiares antes de chegar à vítima

Há 10 minutos
fachada do prédio do TSE

PSol do RJ apela ao TSE para que pedido de Garotinho seja desconsiderado

Há 2 horas

Em BH, Igreja da Lagoinha e pastor são condenados por discurso de ódio contra mulheres

Há 3 horas
Senador Rogério Marinho (PL-RN) - coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro

Marinho diz que “Senado não vai mais se omitir” sobre crimes de responsabilidade de magistrados

Há 3 horas

Comprador de ar-condicionado será indenizado após site sumir com o dinheiro

Há 3 horas

TJSP mantém condenação de mulher que se apropriou do rebanho da irmã

Há 3 horas