Da Redação
Está programado para esta terça-feira (06/10) o início da discussão no plenário do Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. Serão três sessões semipresenciais. A primeira hoje outras duas na quarta-feira (07/10) e na quinta-feira (08/10). Apesar disso, a votação da matéria é considerada incerta, neste momento logo apos o primeiro turno das eleições.
O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no final de maio e o tema é considerado uma das prioridades do Governo Federal no Congresso. Lideranças da oposição no Senado articulam para não marcar presença nas sessões, de forma que, sem quórum, o fim da escala 6×1 não seja votado.
Cinco sessões em plenário
De acordo com o regimento interno do Senado, a proposta precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes de ser votada em primeiro turno. Após a primeira votação, são necessárias três novas sessões de discussão antes da deliberação em segundo turno.
Para acelerar a votação, os senadores precisariam aprovar, por maioria simples, um calendário especial, o que, diante do movimento da oposição, torna ainda mais difícil a votação nesta semana diante do reflexo do resultado das urnas.
Três quintos dos votos
Isto porque, no último domingo (04/10), foi definido o segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que recebeu 47,03% dos votos — contra o presidente Lula — que teve 45,16% dos votos.
Para ser aprovada, uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações. Ou seja, precisa contar com o apoio de 49 senadores. A votação pode envolver questões que passam pelo fortalecimento do PL nas urnas e articulações para a eleição do presidente do Senado no início de 2027.
— Com Agências de Notícias