STF julga nesta quarta (21) incidência do ISS na base do PIS/Cofins e acesso a dados sigilosos – – –
Após condenação internacional, CNJ cria mecanismo para rastrear crimes contra defensores de direitos humanos – – –
Campanha de Lula pressiona Globo por checagem de fatos ao vivo em debate com Flávio – – –
Às vésperas do segundo turno, Fachin adverte que tribunais não podem governar no lugar da política – – –
CJF suspende pagamentos de nove precatórios que somam mais de R$ 775 milhões – – –
TSE revê números pela terceira vez e reduz para 453 mudanças nos locais de votação – – –
Pesquisas mostram empate técnico entre presidenciáveis, mas com percentuais diferentes – – –
Flávio e Lula querem anular candidaturas por propaganda irregular e compartilhamento seletivo de conteúdos nas redes – – –
Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens – – –
Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos – – –
Ministro Alexandre de Moraes, durante sessão do STF

Moraes defende fim de “vaidades” entre polícias para combater o crime organizado

Há 2 meses
Atualizado terça-feira, 25 de agosto de 2026

Da Redação

O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que o Brasil carrega um “trauma” histórico com a segurança pública e pediu mais integração entre os órgãos de investigação para enfrentar as facções criminosas.

Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (24) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes fez um diagnóstico duro sobre a forma como o país lida com a segurança pública. Para ele, o Brasil ainda carrega marcas deixadas por períodos autoritários da história, o que dificulta a construção de políticas mais firmes contra o crime organizado.

A audiência foi convocada para debater trechos da chamada Lei Antifacção, norma que endurece penas e cria mecanismos de combate a organizações criminosas, mas que também é alvo de questionamentos judiciais.

Um “trauma” que vem da ditadura

Segundo Moraes, o Poder Executivo e o meio político brasileiro tendem a confundir autoridade com autoritarismo quando o assunto é segurança pública. O ministro atribuiu esse receio a dois períodos específicos da história do país: a ditadura militar e a ditadura do Estado Novo, durante o governo de Getúlio Vargas.

Essa associação, segundo ele, criou um medo generalizado de concentrar decisões sobre segurança nas mãos do governo federal — um temor que, na visão do ministro, precisa ser superado para que o país avance no enfrentamento ao crime organizado.

Moraes também comparou a situação brasileira à de outros países, citando o exemplo do Reino Unido, onde a política de segurança pública mantém uma linha de continuidade independentemente de o governo ser trabalhista ou conservador.

O problema da falta de cooperação

Outro ponto central do discurso do ministro foi a dificuldade de cooperação entre instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público. Para Moraes, esse é o obstáculo mais complexo de todos, porque não tem origem jurídica ou política, e sim comportamental.

Ele explicou que cada órgão costuma manter seu próprio banco de dados e evita compartilhar informações com outras instituições, muitas vezes seguindo a lógica de que “informação é poder”. Na prática, isso significa que dados importantes para investigações acabam represados dentro de uma única corporação.

Essa fragmentação de informações também está no centro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Senado, que busca ampliar a atuação federal e aumentar a integração entre União, estados e municípios.

O que está em discussão no STF

Moraes é o relator de quatro ações que contestam pontos específicos da Lei Antifacção. Os processos foram protocolados por entidades como a Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, entre outras.

Entre os trechos questionados estão o aumento de penas para até 60 anos em casos de lideranças de organizações criminosas ultraviolentas, a proibição de livramento condicional para condenados por determinados crimes e a possibilidade de restringir direitos políticos de presos provisórios antes de uma condenação definitiva.

Também estão em debate a competência do Tribunal do Júri em casos de homicídio ligados a organizações criminosas e regras sobre o monitoramento de visitas a presos vinculados a facções. Esses pontos ainda precisam ser analisados pelo plenário do STF.

Autor

Leia mais

STF julga nesta quarta (21) incidência do ISS na base do PIS/Cofins e acesso a dados sigilosos

Há 1 hora

Após condenação internacional, CNJ cria mecanismo para rastrear crimes contra defensores de direitos humanos

Há 2 horas
Lula e Flávio no debate da TV Band

Campanha de Lula pressiona Globo por checagem de fatos ao vivo em debate com Flávio

Há 3 horas
Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Às vésperas do segundo turno, Fachin adverte que tribunais não podem governar no lugar da política

Há 3 horas
Sessão plenária do Conselho da Justiça Federal (CJF)

CJF suspende pagamentos de nove precatórios que somam mais de R$ 775 milhões

Há 4 horas

TSE revê números pela terceira vez e reduz para 453 mudanças nos locais de votação

Há 4 horas