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Viatura da Polícia Federal numa rua do Rio de Janeiro

PF deflagra segunda fase da Operação Unha e Carne, que apura vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho

Há 10 meses
Atualizado terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Da Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (16/12) a operação intitulada Unha e Carne 2, que tem como objetivo apurar a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, iniciada setembro passado.

Na ação de hoje, a PF cumpriu um mandado de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

ADPF das Favelas

A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635/RJ, mais conhecida como ADPF das Favelas). Foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Dentre outras providências, a ADPF das Favelas determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade e suas conexões com agentes públicos. 

Conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo, na etapa de hoje foi preso o desembargador federal Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal a 2ª Região (TRF 2), por suposta denúncia sobre vazamento de informações sigilosas que teriam favorecido o Comando Vermelho. 

Vazamento de dados

Na prática, a operação investiga o repasse de dados protegidos. Na sua primeira fase, resultou na prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. O deputado estadual fluminense foi liberado na última semana, após a Alerj ter votado pela sua soltura. 

Mesmo assim, ele voltou a ser alvo de ações de busca e apreensão de documentos e equipamentos na operação desta terça-feira. O vazamento de informações sigilosas que está sendo apurado, teria frustrado diligências da Operação Zargun, deflagrada em setembro passado pela PF contra o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Ele é apontado em citado investigações como próximo do Comando Vermelho (CV). 

— Com informações da Polícia Federal e Agências de Notícias

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