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A foto mostra dois agentes da PF durante a operação Rejeito.

PF prende diretor da ANM em megaoperação contra corrupção na mineração

Há 1 ano
Atualizado quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Por Carolina Villela

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira (17) o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra, durante operação contra uma organização criminosa que fraudava licenças ambientais no setor. Segundo as investigações, o esquema de corrupção envolvia servidores públicos federais e estaduais.

Além de Seabra, foi preso o ex-diretor da Polícia Federal Rodrigo de Melo Teixeira, que estava cedido para a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e é suspeito de ser sócio de empresa do setor minerário. A operação Rejeito contou com o apoio da Controladoria-Geral da União, do Ministério Público Federal e da Receita Federal.

Operação mobiliza autoridades federais

Agentes cumprem desde o início da manhã, 79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva em todo o país. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal em Minas Gerais.

A operação também determinou o afastamento de servidores públicos envolvidos no esquema e a suspensão das atividades de empresas investigadas. Além do bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos, lucro das ações criminosas, estimado pelas autoridades.

As investigações revelaram que o grupo corrompia funcionários de diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização ambiental e minerária. O objetivo era obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas que permitissem a exploração irregular de minério de ferro.

Exploração irregular ameaçava patrimônio ambiental

O esquema utilizava as autorizações falsas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo áreas tombadas e próximas a locais de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.

De acordo com os investigadores, a organização criminosa desenvolveu estratégias para neutralizar a ação do Estado, dificultando investigações e monitorando as atividades das autoridades. E ainda, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas.

Além dos R$ 1,5 bilhão já identificados como lucro das ações criminosas, a investigação revelou projetos em andamento vinculados à organização com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.

Os investigados poderão responder por uma série de crimes que incluem delitos ambientais, usurpação de bens da União, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

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