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Fachin nega a Fux acesso ao inquérito das fake news e diz que muitos documentos “dependem de análises”

Há 50 minutos
Atualizado sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Da Redação

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão na tarde desta sexta-feira (09/10) rejeitando a determinação do ministro Luiz Fux para ter acesso integral ao conteúdo do inquérito das fake news. 

Fux fez o pedido recentemente, por ser relator de um processo sobre operação da Polícia Federal referente a pessoas envolvidas no inquérito. E disse considerar, no seu pedido ao presidente da Corte, que as informações que tinha recebido eram insuficientes para que ele pudesse avaliar a matéria.

Procedimentos que precisam de análise

No despacho de resposta ao ministro Fux, proferido na tarde de hoje, Fachin afirmou que ainda existem procedimentos que precisam ser analisados antes de o processo ser tornado público. 

Segundo a Presidência do STF, foram identificados 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda pendentes de avaliação da presidência. Somente depois disso é que o inquérito deve seguir para o “arquivamento definitivo” e então ele será divulgado (entenda mais abaixo).

Entre os processos que o ministro Fux quer analisar estão os inquéritos das fake news, das milícias digitais, as investigações que levaram às condenações de Bolsonaro e aliados na chamada trama golpista, além da apuração sobre a falsificação de cartões de vacina.

Alguns documentos seguem em sigilo

Em resposta, a presidência do STF informou que três dos quatro procedimentos são públicos e podem ser acessados imediatamente pelo ministro. O acesso ao inquérito das fake news, no entanto, depende da análise dos documentos que ainda estão sob sigilo.

Segundo Fachin, 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda estão em fase de organização e análise, antes que a Corte defina quais são as medidas que devem ser tomadas em cada caso. 

Caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual apresentação de denúncia ou pedido de arquivamento.

Ação do PP de 2024

A decisão de Fux que pedia o compartilhamento do inquérito foi tomada no âmbito de uma ação do Partido Progressistas (PP), apresentada em abril de 2024 e parada desde então. 

Esse pedido foi apresentado pelo PP contra decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, que determinou a apuração separada e sigilosa, por meio de uma petição, dos fatos relacionados à operação Tempus Veritatis.

A operação investigou uma tentativa de golpe por parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. No processo, o PP argumenta que a decisão de Moraes fere preceitos da Constituição, como “a dignidade da pessoa humana, o juiz natural, a segurança jurídica, a vedação a juízo de exceção, o devido processo legal e o contraditório”.

Questionamento sobre Moraes

O partido questiona, ainda, a definição de Moraes como relator desses casos e cita que, ao longo dos anos, foram tomadas centenas de decisões e despachos sigilosos. 

Fux argumentou que parte do material já está sem sigilo e foi fornecida a advogados. Segundo o ministro, o acesso é necessário para análise dos pedidos do partido.

— Com Agência de Notícias

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