Presidentes dos TREs afirmam, em carta a Nunes Marques, que só mudarão seções em “casos excepcionais” – – –
PGR afasta abuso de autoridade de Mendonça e pede fim de investigação solicitada por Moraes – – –
Mutirão processual penal teve maior volume de casos analisados em junho passado – – –
STF concede prazo de 12 meses para reorganização na Cultura do RJ – – –
STJ decide que restrições ambientais de terreno podem afastar cobrança de IPTU – – –
Em crimes sexuais, retratação da vítima não leva diretamente à absolvição do réu – – –
Corregedoria eleitoral mantém gravação genérica em palácios, mas veda uso de estrutura pública em campanhas – – –
Deflagrada operação para combater monopólio de internet pelo CV no Rio de Janeiro  – – –
Depois do TSE, Meta passa a ser alvo de notificação da Agência Nacional de Proteção de Dados – – –
ISS na base do PIS e da Cofins: STF decidirá mais do que uma mera controvérsia tributária – – –

Proibição de jogos de azar pode ser mantida nesta quinta pelo STF

Há 2 meses
Atualizado quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal volta a se debruçar nesta quinta-feira (6) sobre um tema que atinge milhares de processos no país: afinal, jogo de azar deve continuar sendo crime? O relator, ministro Luiz Fux, já sinalizou voto pela manutenção da criminalização, mas o julgamento foi interrompido ontem e ainda falta a manifestação de nove ministros.

O que está em julgamento

A Corte analisa um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra decisões de juizados especiais gaúchos que deixaram de punir a exploração de jogos de azar, como bingo, jogo do bicho e caça-níqueis. Para esses juizados, a proibição prevista em lei feriria princípios constitucionais como a livre iniciativa.

Na prática, os ministros vão decidir se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais — norma de 1941 que classifica a exploração desses jogos como contravenção penal, com pena de três meses a um ano de prisão simples e multa — ainda é compatível com a Constituição de 1988.

O voto do relator

Ao iniciar seu voto na quarta-feira (5), Fux deixou claro que o debate não trata de quem aposta, mas de quem explora o jogo de azar. Segundo o ministro, essa atividade vai muito além de uma simples aposta, pois gera consequências para a saúde das pessoas e chega a se conectar com organizações criminosas.

O relator também defendeu que a vontade do legislador precisa ser respeitada e rebateu quem considera a lei ultrapassada. Ele lembrou que o problema não se resume aos jogos de rua, citando as máquinas caça-níqueis como exemplo ligado à criminalidade organizada.

Fux ainda chamou atenção para as apostas esportivas online, as chamadas bets, apontando que esse tipo de aposta também deverá ser discutido pelo STF no futuro, já que, segundo ele, capturaria a vontade das pessoas de forma parecida com os jogos de azar tradicionais.

Posição da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor de manter tanto a punição para quem explora os jogos quanto a multa para quem aposta. Para ele, a proibição protege não apenas o dinheiro do apostador, mas também sua saúde mental, já que o vício em jogos pode gerar transtornos psiquiátricos.

Gonet argumentou ainda que os efeitos negativos do jogo não ficam restritos a quem aposta, atingindo familiares, vizinhos e a economia como um todo quando o hábito se espalha sem controle.

O que vem pela frente

Depois do voto de Fux, outros nove ministros ainda precisam se pronunciar para que o julgamento seja concluído. Qualquer que seja o resultado, a decisão do Supremo terá efeito vinculante, ou seja, deverá ser seguida por todas as demais instâncias da Justiça brasileira. O impacto prático é grande: cerca de 2,7 mil processos em todo o país estão parados à espera dessa definição.

Autor

Leia mais

Pessoa votando numa seção eleitoral

Presidentes dos TREs afirmam, em carta a Nunes Marques, que só mudarão seções em “casos excepcionais”

Há 1 hora
retrato feito pela IA em desenho de André Mendonça e Alexandre de Moraes

PGR afasta abuso de autoridade de Mendonça e pede fim de investigação solicitada por Moraes

Há 2 horas
Mutirão processual penal

Mutirão processual penal teve maior volume de casos analisados em junho passado

Há 3 horas
O ministro Edson Fachin, presidente do STF, convocou sessão extraordinária para julgar descriminalização do aborto.

STF concede prazo de 12 meses para reorganização na Cultura do RJ

Há 3 horas
Condomínio localizado próximo de área ambiental, com restrições de construção

STJ decide que restrições ambientais de terreno podem afastar cobrança de IPTU

Há 3 horas
Ministro Antonio Saldanha Palheiro, do STJ, durante sessão da 6ªa Turma

Em crimes sexuais, retratação da vítima não leva diretamente à absolvição do réu

Há 4 horas