Justiça Eleitoral de MG determina investigação de denúncia da campanha de Flávio contra Ana Elisa – – –
Ministro Nunes Marques, do TSE, antecipa retorno às redes do canal ‘Exército de Lula’ – – –
Senado aprova PEC do fim da jornada de trabalho 6×1 com 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário – – –
AGU propõe ações contra distribuidoras e 16 postos de combustíveis por aumentos abusivos – – –
Seminário no STM defende fortalecimento do Tribunal Penal Internacional – – –
STJ decide que multa mais branda da ANTT não retroage a infrações antigas – – –
Depois de proibir bets ilegais, Governo regulamenta ‘Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos no Brasil’ – – –
Zanin exige da Anatel correção até 22/10 de falhas no acesso gratuito a serviços eleitorais – – –
Depósitos judiciais não terão correção por expurgos inflacionários, decide STF – – –
TST triplica indenização a gerente interditado após sequestro em assalto a banco – – –

Seminário no STM defende fortalecimento do Tribunal Penal Internacional

Há 16 horas
Atualizado quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Da Redação

Juristas e magistrados defenderam nesta quarta-feira (14), em Brasília, o fortalecimento do Tribunal Penal Internacional (TPI) e a adaptação da legislação brasileira ao Direito Internacional Humanitário. Os temas marcaram o primeiro dia do seminário “Justiça Militar e o Tribunal Penal Internacional”, promovido pelo Superior Tribunal Militar (STM).

Cerca de 200 pessoas acompanharam os debates no auditório da Corte, com transmissão pelo YouTube. O evento discute a responsabilização por crimes de guerra e a relação entre o Estatuto de Roma, que criou o TPI, e o ordenamento jurídico brasileiro.

Da filosofia de Kant ao Estatuto de Roma

Presidente do STM, a ministra Maria Elizabeth Rocha abriu o encontro com referência à obra À Paz Perpétua, publicada por Immanuel Kant em 1795, que propôs uma ordem jurídica entre os povos baseada em princípios universais de justiça.

Para a ministra, o Estatuto de Roma, adotado em 1998, deu forma concreta a esse ideal ao criar uma instituição capaz de responsabilizar indivíduos pelos crimes mais graves contra a comunidade internacional.

No Brasil, porém, a aplicação plena ainda exige avanços. Entre os obstáculos estão a harmonização com a Constituição de 1988, o reforço da cooperação interna e a compatibilização dos crimes do estatuto com a legislação penal militar.

Mandados expedidos, prisões pendentes

A magistrada citou ordens de prisão do TPI contra o presidente russo, Vladimir Putin, em 2023; contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant, em 2024; e contra dirigentes do Talibã, em 2025, para ilustrar a dificuldade de executar as decisões.

“Os mandados foram expedidos; as prisões, contudo, permanecem por realizar”, afirmou a ministra na abertura do seminário, segundo o STM. Ela também mencionou as sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o tribunal como exemplo de pressão política.

Em seguida, o advogado Roberto Caldas, ex-juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, sustentou que um Judiciário independente é condição para a democracia e para responsabilizar quem viola a lei.

Complementariedade e chefes de Estado

Única brasileira a integrar o TPI, a jurista Sylvia Steiner tratou do princípio da complementariedade, em painel mediado pelo ministro Guido Amin Naves. Por essa regra, o tribunal atua quando os Estados não demonstram disposição ou capacidade genuína de processar os crimes.

Questionada sobre processos contra chefes de Estado em exercício, a jurista citou o artigo 27 do estatuto, segundo o qual o cargo oficial e suas imunidades não impedem a atuação da Corte, e associou a regra ao legado de Nuremberg.

Responsabilidade de comandantes militares

Em painel mediado pela ministra Verônica Abdalla Sterman, os debates se concentraram no artigo 25 do Estatuto de Roma, que disciplina a responsabilidade penal individual e as diferentes formas de participação nos crimes.

A discussão também abordou o elemento subjetivo das condutas, em especial as exigências relativas ao dolo, e os critérios previstos no tratado para atribuir responsabilidade a comandantes militares.

Inteligência artificial desafia a guerra moderna

No último painel, o professor Alexandre Peres, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum), analisou o crime de agressão diante de operações no ciberespaço e do uso militar de inteligência artificial.

Ele descreveu um caso hipotético de drone autônomo enviado da Rússia contra alvo militar ucraniano que muda de rota e atinge um posto de gasolina, matando cinco civis. “Como esse líder vai ser alcançado?”, questionou Peres no seminário, de acordo com o STM.

Mediador do painel, o ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, presidente da Enajum, ressaltou o protagonismo brasileiro desde a criação do TPI, inclusive na comissão do Ministério da Justiça que preparou a incorporação do tratado.

Programação continua nesta quinta

O seminário prossegue nesta quinta-feira (15), com debates entre a Justiça Militar da União, a academia e instituições ligadas ao Direito Internacional Humanitário, voltados ao aprimoramento da legislação e da cooperação internacional.

Autor

Leia mais

Deputada federal eleita por MG Ana Elisa

Justiça Eleitoral de MG determina investigação de denúncia da campanha de Flávio contra Ana Elisa

Há 22 minutos
Frente de uma tela de celular mostrando o canal 'Exército de Lula'

Ministro Nunes Marques, do TSE, antecipa retorno às redes do canal ‘Exército de Lula’

Há 35 minutos
Plenário do Senado durante a votação da PEC da Escala 6x1

Senado aprova PEC do fim da jornada de trabalho 6×1 com 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário

Há 2 horas

AGU propõe ações contra distribuidoras e 16 postos de combustíveis por aumentos abusivos

Há 15 horas

STJ decide que multa mais branda da ANTT não retroage a infrações antigas

Há 16 horas
Ato de assinatura do decreto do Marco Legal dos Games no Brasil

Depois de proibir bets ilegais, Governo regulamenta ‘Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos no Brasil’

Há 18 horas