Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens – – –
Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos – – –
Corregedoria Nacional de Justiça estabelece novas regras para agilizar venda de bens apreendidos pela PF  – – –
STF reconhece repercussão geral de revisão de valores pagos a hospitais que atendem pelo SUS – – –
Eleitores não podem ser presos a partir desta terça, a cinco dias do segundo turno – – –
André Mendonça, do TSE, é designado o relator do pedido de Lula para quebra de sigilos – – –
Campanha contra assédio eleitoral segue no segundo turno após quase mil denúncias – – –
Mulher é condenada por extorsão após simular o próprio sequestro para tirar dinheiro da mãe – – –
TJDFT mantém indenização de R$ 18 mil a mãe e filhos abordados sob suspeita de furtar chinelo já pago – – –
Zanin cobra explicações do TSE e reabre disputa judicial sobre eleição no Rio – – –

Tendência no STF é derrubar prorrogação da CPI do INSS decidida por Mendonça

Há 7 meses
Atualizado quarta-feira, 25 de março de 2026

Da Redação

A CPI do INSS pode estar com os dias contados. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve votar nesta quinta-feira, 26 de março, se mantém ou derruba a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a prorrogação dos trabalhos da comissão. A tendência, segundo ministros e assessores do tribunal, é que a maioria vote pela derrubada — o que encerraria a CPI no próximo sábado, 28.

A situação chegou ao STF depois que Mendonça ordenou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que recebesse o requerimento com as assinaturas necessárias para a extensão e oficializasse a prorrogação em até 48 horas.

Senado espera STF para agir

Alcolumbre não pretende tomar nenhuma atitude antes que o plenário do Supremo se pronuncie. Aliados do senador afirmam que o prazo das 48 horas só começou a correr a partir das 18h20 de segunda-feira, 23, quando a Advocacia do Senado foi notificada oficialmente.

A estratégia é ganhar tempo. Interlocutores de Alcolumbre apostam que o STF vai reverter a decisão de Mendonça antes que qualquer prorrogação seja formalizada. No Congresso, o governo e o presidente do Senado estão alinhados nesse ponto.

Por que o STF tende a derrubar a decisão

Para ministros do tribunal, prorrogar uma CPI não é um direito automático das minorias parlamentares — diferente da abertura da comissão, que possui jurisprudência consolidada para proteger esse grupo. A extensão do prazo seria uma decisão política, de competência exclusiva do presidente da Casa legislativa.

Na visão da Corte, o STF só teria legitimidade para intervir se houvesse omissão clara por parte do presidente do Senado — o que, na avaliação dos ministros, não é o caso aqui.

O que muda se a CPI for encerrada

Com o fim da CPI do INSS, investigações de interesse da oposição — como as relacionadas ao escândalo do Banco Master — podem migrar para a CPI do Crime Organizado, que funciona até 15 de abril. Em paralelo, cresce a pressão pela abertura de uma CPI específica para apurar as fraudes no Banco Master.

A oposição já havia ampliado o foco original da CPI do INSS para incluir outros temas além das fraudes previdenciárias, movimento que gerou críticas entre ministros do Supremo.

Julgamento vai além da CPI do INSS

O placar de quinta-feira servirá como um termômetro para outro julgamento relevante: a votação sobre a decisão do ministro Flávio Dino, que anulou quebras de sigilo determinadas pela própria CPI do INSS. Entre os alvos das quebras estava Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Uma ala do STF defende limites mais rígidos ao poder das CPIs de decretar quebras de sigilo. Ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino se mostraram críticos a esse tipo de medida, defendendo que cada quebra de sigilo seja justificada individualmente — e não aprovada em bloco, por votação simbólica.

Sigilo do filho de Lula no centro do debate

Gilmar Mendes já havia anulado a quebra de sigilo do fundo Arleen, determinada pela CPI do Crime Organizado. O fundo tinha ligação com Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e com o resort Tayayá — sociedade que também incluía uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli.

O caso Lulinha deve ser o palco em que o STF vai unificar seu entendimento sobre os limites do poder investigativo das CPIs. O resultado desse julgamento vai definir, na prática, até onde o Congresso pode ir nas investigações sem que o Supremo intervenha.

Autor

Leia mais

Ministra Nancy Andrighi, do STJ

Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens

Há 12 horas
Atropelamento do tio do ministro Guilherme Boulos

Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos

Há 12 horas
Carros apreendidos pela PF

Corregedoria Nacional de Justiça estabelece novas regras para agilizar venda de bens apreendidos pela PF 

Há 14 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

STF reconhece repercussão geral de revisão de valores pagos a hospitais que atendem pelo SUS

Há 14 horas

Eleitores não podem ser presos a partir desta terça, a cinco dias do segundo turno

Há 15 horas
Ministro André Mendonça, do STF e do TSE

André Mendonça, do TSE, é designado o relator do pedido de Lula para quebra de sigilos

Há 15 horas