Da Redação
Os programas eleitorais começam a ser exibidos no dia 28 de agosto e vão até 1° de outubro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, nesta quinta-feira (20), quanto tempo cada candidato à Presidência da República vai ter no horário eleitoral gratuito, transmitido pelo rádio e pela televisão. As propagandas começam a ir ao ar no dia 28 de agosto e seguem até 1° de outubro, sempre respeitando um sistema de rodízio entre os concorrentes.
Quanto tempo cada candidato terá
Na disputa pela Presidência, são exibidos dois blocos diários no rádio e dois na televisão, cada um com duração de 12 minutos e 30 segundos. A distribuição do horário eleitoral não é igual para todos. Quem tem mais partidos aliados ganha mais minutos no ar.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — coligação Brasil Pronto para Mais, formada também por PSB, PDT e pelas federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e PSOL/Rede: 5 minutos e 31;
Flávio Bolsonaro (PL) — concorre sem coligação: 4 minutos e 20 segundos;
Ronaldo Caiado (PSD) — também sem coligação: 2 minutos e 2 segundos;
Augusto Cury (Avante) — sem coligação: 35 segundos.eja como ficou a divisão:
Um sorteio já definiu a ordem de abertura dos programas. O primeiro a aparecer na tela será o Avante, seguido por PSD, PL e pela coligação de Lula. Nos dias seguintes, essa ordem vai mudando, sempre em sistema de rodízio, para que nenhum candidato fique sempre em desvantagem no início ou no fim do bloco.
Inserções ao longo do dia
Além dos blocos tradicionais de propaganda, existem as chamadas “inserções”: trechos mais curtos que aparecem espalhados na programação normal das emissoras, ao longo do dia. Nesse formato, a diferença entre os candidatos também é grande.
A coligação de Lula terá direito a 433 inserções diárias. Flávio Bolsonaro (PL) aparecerá 339 vezes, Ronaldo Caiado (PSD) terá 159 inserções e Augusto Cury (Avante) ficará com 47.
Por que o tempo é diferente para cada um
O critério usado pelo TSE não tem relação direta com pesquisas de intenção de voto. O que conta é o tamanho da bancada de deputados federais que cada partido — ou aliança de partidos — tem hoje na Câmara dos Deputados.
É por isso que a campanha de Lula leva vantagem: sozinha, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) já soma 81 deputados. Como essa federação se uniu também ao PDT, ao PSB e à Federação PSOL/Rede, a base de representação sobe para 127 parlamentares, a maior entre todas as candidaturas.
Já o PL, partido de Flávio Bolsonaro, vai disputar sozinho, sem formar coligação, mesmo tendo uma bancada expressiva de 98 deputados. O PSD, de Ronaldo Caiado, também vai concorrer isolado e tem 42 parlamentares. O Avante, com apenas 7 deputados, fecha a lista dos que conseguiram acesso ao horário eleitoral — ainda que com um tempo bem menor.
Quem ficou de fora do horário eleitoral
Nem todo partido que lança candidato à Presidência tem direito à propaganda gratuita. A lei eleitoral estabelece regras mínimas de desempenho para isso. Dois candidatos que andam pontuando nas pesquisas de intenção de voto, ficam foram do horário eleitoral gratuito de rádio de TV: Renan Santos, do Missão; e Romeu Zema, do Novo.
Para ter acesso ao horário eleitoral, a legenda precisa ter pelo menos 13 deputados federais eleitos, ou ter conseguido no mínimo 2,5% dos votos válidos para a Câmara em todo o país, ou ainda 1,5% dos votos válidos em pelo menos alguns estados. Os candidatos que não atingiram nenhum desses critérios ficam sem o espaço no rádio e na TV.
Como funcionam as eleições de 2026
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Nessa data, os eleitores escolhem deputados federais, deputados estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
Caso nenhum candidato a presidente ou a governador consiga mais de 50% dos votos válidos — sem contar brancos e nulos — a disputa vai para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Nessa etapa, apenas os dois nomes mais votados no primeiro turno seguem na corrida.