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Ministra Nancy Andrighi, do STJ, durante sessão.

STJ afasta responsabilidade da SKY por suposto uso indevido de imagem de árbitro de futebol

Há 1 hora
Atualizado quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou a responsabilidade da SKY por suposto uso indevido da imagem de árbitro de futebol em razão da exibição da marca da empresa no uniforme oficial da equipe de arbitragem. O julgamento foi realizado pela 3ª Turma da Corte.

Para a relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, “a simples aquisição do direito de inserir a marca no uniforme fornecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não configura, por si só, violação ao direito de imagem do profissional”.

Ação indenizatória de árbitro

O caso é referente a ação indenizatória ajuizada por um árbitro que alegava não ter autorizado a exploração comercial de sua imagem. Segundo ele, ainda que sua imagem não tenha sido utilizada individualmente em campanhas publicitárias, a exposição da marca no uniforme usado durante as partidas teria finalidade comercial e dependeria de autorização prévia.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) rejeitou o pedido ao considerar que a patrocinadora apenas adquiriu o direito de exibir sua marca nos uniformes e não utilizou individualmente a imagem do árbitro em publicidade. Mas o caso subiu para o STJ por meio de um Recurso Especial (REsp). 

Jurisprudência da Corte

No seu voto, a ministra Nancy afirmou que a jurisprudência da Corte distingue a atuação da patrocinadora da eventual conduta da entidade responsável pela contratação do árbitro. “A conduta do patrocinador de adquirir o direito de exibir a sua marca no uniforme oficial da equipe de arbitragem não caracteriza, por si só, violação ao direito de imagem do árbitro de futebol”, ressaltou.

Segundo a magistrada, eventual violação poderia decorrer de ato da entidade desportiva que contratou o profissional e, dependendo das circunstâncias, o obrigou a utilizar uniforme patrocinado sem seu consentimento. 

Direito de exibir a marca

No caso concreto, porém, a ação foi ajuizada exclusivamente contra a SKY, que, conforme destacou Nancy Andrighi, apenas adquiriu o direito de exibir sua marca nos uniformes fornecidos pela CBF. 

A ministra ressaltou ainda que a empresa não utilizou a imagem do árbitro em propagandas individuais. “A patrocinadora não praticou nenhum ato ilícito, uma vez que a sua conduta não é motivo do suposto uso indevido da imagem do árbitro”, enfatizou. O processo julgado foi o REsp Nº 2.274.604.

— Com STJ e Agências de Notícias

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