TRF 3 e AGU celebram parceria para atendimento jurídico em matérias administrativas – – –
TST determina continuidade da greve da Caixa, mas com 60% dos empregados trabalhando – – –
STM mantém condenação de dois civis por roubo de metralhadoras de alto calibre – – –
Fachin determina que PGR se manifeste sobre pedidos ligados a investigações sobre Master e INSS – – –
Créditos por serviços terceirizados após início de recuperação judicial são derivados da lei trabalhista – – –
Conselho Superior do MPF rejeita afastamento e investigação de Paulo Gonet no caso Master – – –
A atuação feminina nos Tribunais Superiores – – –
Ele disse não ao golpe – – –
TSE e PF concluem últimas etapas de plano estratégico para a segurança das eleições 2026 – – –
Ex-deputado distrital e candidato nas eleições é condenado a 14 anos por homicídio de adolescente – – –

Mantida prisão de acusado de liderar garimpo ilegal no Amazonas

Há 9 meses
Atualizado segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Da Redação

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, manteve a prisão preventiva de um homem investigado por comandar organização criminosa dedicada ao garimpo ilegal e exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Amazonas. A decisão foi tomada no âmbito da Operação Barões do Filão, que investiga a extração clandestina de ouro na região sul de Maués.

O Ministério Público aponta o investigado como um dos principais responsáveis pela extração e venda ilegal de ouro na região. Segundo as investigações, ele atuava como proprietário e administrador do garimpo clandestino, coordenando as atividades ilegais.

A operação policial revelou um esquema complexo de crimes ambientais e trabalhistas. Os investigadores identificaram não apenas a exploração irregular de recursos naturais, mas também a submissão de trabalhadores a condições degradantes.

Defesa alega falta de provas para manter prisão

A defesa do acusado havia entrado com pedido de habeas corpus no STJ, solicitando liminar para revogar ou substituir a prisão preventiva por medidas menos severas. Os advogados argumentaram que há constrangimento ilegal e que os fatos investigados não justificam a manutenção da prisão.

Entre os argumentos apresentados, a defesa questionou a validade das provas utilizadas para decretar a prisão. Segundo os advogados, a decisão judicial se baseou em depoimentos que não constam oficialmente nos autos do processo e foram obtidos de forma unilateral por agentes de fiscalização ambiental.

Ministro não identifica urgência para revogar prisão

O ministro Herman Benjamin avaliou que a defesa não demonstrou ilegalidade flagrante nem urgência que justificasse a concessão da liminar. Para o presidente do STJ, os argumentos apresentados precisam de análise mais aprofundada.

De acordo com a jurisprudência do tribunal, casos como este devem ser examinados com maior detalhamento pelo colegiado competente durante o julgamento definitivo do habeas corpus. A decisão liminar em casos semelhantes é reservada apenas para situações excepcionais.

O julgamento definitivo do pedido ficará a cargo da Quinta Turma do STJ, sob relatoria do ministro Joel Ilan Paciornik. Somente nesta fase o colegiado analisará com profundidade todos os argumentos da defesa sobre a legalidade da prisão.

Operação apreendeu bens de dezenas de milhões

A Operação Barões do Filão começou a partir da Operação Déja Vu, realizada em 2023. As ações policiais cumpriram diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes localidades.

Durante as investigações, as autoridades sequestraram bens avaliados em dezenas de milhões de reais. Os valores demonstram a dimensão financeira do esquema criminoso desarticulado pela operação.

As investigações focaram na região ao sul de Maués, no Amazonas, conhecida como “Filão dos Abacaxis”. A área concentra atividades de extração ilegal de ouro com graves impactos socioambientais, incluindo desmatamento e contaminação de rios.

Autor

  • Jeffis Carvalho

    Jornalista há 45 anos, formado pela PUC de São Paulo. Foi diretor de Criação do Telecurso TEC da Fundação Roberto Marinho, roteirista do Programa Saia Justa, no GNT. É consultor, especializado em Branding e Comunicação Corporativa; pesquisador de cinema e editor de Cinema do Estado da Arte, do Estadão.

Leia mais

Ato assinado no TRF 3 sobre parceria entre a Corte e a AGU

TRF 3 e AGU celebram parceria para atendimento jurídico em matérias administrativas

Há 2 dias

TST determina continuidade da greve da Caixa, mas com 60% dos empregados trabalhando

Há 2 dias
Metralhadoras roubadas, expostas pela polícia civil de SP

STM mantém condenação de dois civis por roubo de metralhadoras de alto calibre

Há 2 dias
Ministro Edson Fachin, presidente do STF

Fachin determina que PGR se manifeste sobre pedidos ligados a investigações sobre Master e INSS

Há 2 dias
Ministro Villas Boas Cuêva, do STJ, durante sessão

Créditos por serviços terceirizados após início de recuperação judicial são derivados da lei trabalhista

Há 2 dias

Conselho Superior do MPF rejeita afastamento e investigação de Paulo Gonet no caso Master

Há 2 dias