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Fluxo de imigrantes e pedidos de refúgio

Ministérios da Justiça e da Saúde se preparam para aumento do fluxo migratório de venezuelanos

Há 10 meses
Atualizado sábado, 3 de janeiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, por meio de nota, que está monitorando “de forma permanente” um eventual crescimento do fluxo migratório na fronteira entre Brasil e Venezuela, no estado de Roraima.  

Isto porque, conforme fontes do ministério, o cenário de instabilidade política, econômica e social no país vizinho tem potencial para ampliar a chegada de imigrantes ao Brasil, sobretudo pelo estado de Roraima, principal porta de entrada desses deslocamentos.

Refugiados e imigrantes

A Venezuela vive uma crise prolongada que já provocou um dos maiores deslocamentos humanos da história recente da América Latina. Segundo dados da Plataforma Regional de Coordenação Interagencial R4V, o Brasil é o terceiro país da região que mais recebeu refugiados e migrantes venezuelanos, atrás apenas da Colômbia e do Peru. 

Roraima concentra a maior parte dessas entradas, tornando-se um ponto estratégico para ações de acolhimento e assistência humanitária. Além dos efeitos migratórios, o governo brasileiro também avalia impactos diretos na área da saúde e já está se preparando para ampliação de demandas no setor.

Medidas preventivas

Durante postagem numa rede social neste sábado (03/01), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que medidas preventivas já foram adotadas. 

“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, acrescentou.

— Com Agências de Notícias

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