Fachin pede a diretor da PF que encaminhe todas as menções sobre ministros da Corte achadas nas investigações do caso Master – – –
Pejotização: Justiça reconhece vínculo de gerente em Goiás – – –
Justiça Federal cobra explicações sobre combate a incêndios no Amazonas – – –
TRF 1 anula sanções impostas ao ex-governador de Roraima Flamarion Portela – – –
STJ condena Chesf a indenizar moradores pela construção da barragem de Sobradinho décadas atrás – – –
Governo federal edita MP que determina às operadoras autenticação das chamadas feitas em suas redes – – –
Bicicletas e patinetes elétricos têm novas regras de circulação na capital paulista – – –
TSE determina retirada de post com pessoas drogadas no Chile como se fosse em ato de Lula – – –
PT pede ao TSE registro do canal ‘Exército de Lula’; Nunes Marques autoriza reativação mas funcionamento só 48 horas depois da regularização  – – –
Meta se explica ao TSE, mas respostas são consideradas “genéricas” e “opacas” para especialistas – – –

TSE cria conselho para combater desinformação e uso indevido de IA nas eleições de 2026

Há 2 meses
Atualizado sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Da redação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026, colegiado que vai assessorar a Presidência da Corte em ações de proteção à legitimidade e à normalidade do pleito. A criação do órgão foi formalizada pela Portaria TSE nº 495, de 4 de agosto de 2026, publicada nesta sexta-feira (7) no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

O texto normativo altera a Portaria TSE nº 949/2017 e redefine a estrutura e as atribuições do colegiado, que passa a ter entre suas prioridades o monitoramento de riscos ligados à inteligência artificial — tema que ganhou peso central no debate eleitoral mundial diante do avanço de conteúdos sintéticos, gravações manipuladas e mecanismos automatizados de disseminação de desinformação.

Composição multidisciplinar

O novo conselho terá caráter consultivo e reunirá especialistas de diferentes áreas consideradas estratégicas para enfrentar os desafios que podem comprometer a normalidade das Eleições Gerais de 2026. Entre os perfis previstos estão profissionais de tecnologia e inteligência artificial, segurança pública e combate à criminalidade organizada, comunicação social, administração pública e orçamento.

Também integrarão o grupo especialistas em saúde pública e proteção do eleitor, direito eleitoral e constitucional, relações internacionais, além de representantes da academia, da sociedade civil e de entidades de promoção de direitos fundamentais. A diversidade de áreas reflete a complexidade dos desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral diante da evolução tecnológica.

A definição dos integrantes que comporão o colegiado ainda será feita por ato posterior da Presidência do Tribunal. A participação no conselho não será remunerada e será considerada prestação de serviço público relevante, nos termos da portaria.

Competências e atribuições

Entre as principais competências do grupo estão a realização de estudos sobre integridade informacional, o acompanhamento de fenômenos relacionados à desinformação eleitoral e ao uso indevido de inteligência artificial, e a formulação de recomendações para aprimorar as ações da Justiça Eleitoral no enfrentamento desses problemas.

O colegiado também poderá propor estratégias de cooperação com outros órgãos públicos, empresas privadas, universidades e entidades da sociedade civil. Outra frente prevista é a elaboração de iniciativas educativas voltadas à cidadania digital, com foco na conscientização dos eleitores sobre a circulação de informações falsas ou manipuladas durante o período eleitoral.

Em síntese, o novo Conselho ficará responsável por: monitorar fenômenos relacionados à desinformação eleitoral; acompanhar o uso indevido de inteligência artificial nas campanhas e no ambiente digital; propor medidas para fortalecer a integridade informacional do processo eleitoral; sugerir parcerias entre Justiça Eleitoral, universidades, empresas e sociedade civil; elaborar pareceres e recomendações para a Presidência do TSE; e incentivar ações de educação digital e combate à desinformação.

Cronograma de atuação

Segundo a portaria, o grupo deverá se reunir ordinariamente uma vez por mês, a partir de agosto de 2026, com possibilidade de convocações extraordinárias sempre que necessário. O funcionamento do Conselho está previsto até 31 de dezembro de 2026, mas o prazo poderá ser prorrogado conforme a avaliação da Corte sobre a continuidade das atividades.

A criação do colegiado ocorre em um momento de crescente preocupação global com os impactos da inteligência artificial nos processos eleitorais, especialmente diante da facilidade de produção de conteúdos falsos e da velocidade de disseminação de desinformação nas redes sociais, fatores que têm exigido respostas institucionais mais ágeis por parte dos órgãos responsáveis pela organização das eleições.

* Com informações do TSE

Autor

Leia mais

Fachin pede a diretor da PF que encaminhe todas as menções sobre ministros da Corte achadas nas investigações do caso Master

Há 11 horas
Martelo e balança símbolos da Justiça

Pejotização: Justiça reconhece vínculo de gerente em Goiás

Há 11 horas

Justiça Federal cobra explicações sobre combate a incêndios no Amazonas

Há 12 horas
Sede do TRF 1

TRF 1 anula sanções impostas ao ex-governador de Roraima Flamarion Portela

Há 12 horas
Vista aérea da Barragem de Sobradinho, na Bahia

STJ condena Chesf a indenizar moradores pela construção da barragem de Sobradinho décadas atrás

Há 12 horas
Mão de pessoa segurando celular que aponta ligação suspeita de spam

Governo federal edita MP que determina às operadoras autenticação das chamadas feitas em suas redes

Há 13 horas