Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Venezuelanos migrando para o Brasil em 2016

Governo tem plano para aumento de segurança na fronteira e prepara medidas para novo fluxo migratório de venezuelanos

Há 10 meses
Atualizado segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Apesar do clima de apreensão na fronteira do Brasil com a Venezuela — no município de Pacaraima, em Roraima — informações do Governo Federal são de que o espaço está aberto e o ambiente é de tranquilidade e constante monitoramento por parte das forças de segurança brasileiras. Mas há planos de aumento imediato do contingente, se necessário. Além disso, já começam a ser observadas, pelo Executivo, medidas preparatórias para situações de ampliação do fluxo migratório de venezuelanos para cá.

Segundo disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante o fim de semana, existe na área (em Pacaraima) contingente suficiente de representantes das Forças Armadas para garantir a segurança. De acordo com ele, estão no local 200 homens na região específica da fronteira e outros 2.300 militares no Estado de Roraima como um todo. Isso, de um total de 10 mil militares em toda a Região Amazônica brasileira que podem se deslocar a qualquer momento para Pacaraima.

Planos de ação

Já por parte da Polícia Federal, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (05/01) que os acessos fronteiriços passaram a ser acompanhados de forma contínua pela PF desde o último sábado (03/01) — data dos ataques por parte do governo dos Estados Unidos à Venezuela. 

Além disso, a PF, de acordo com ele, mantém monitoramento contínuo dos acessos fronteiriços e adidos policiais em Caracas, que atuam na embaixada brasileira para coletar informações diárias e antecipar possíveis desdobramentos do conflito. 

Informações do Ministério da Defesa em reservado são de que o aumento das Forças Armadas na área vinha sendo reforçado nas últimas semanas, antes mesmo dos ataques do último sábado pelo governo norte-americano à capital venezuelana — diante da ampliação das tensões entre os Estados Unidos e o governo da Venezuela.

Preocupação com fluxo migratório

A preparação, agora, se dá com um provável aumento do fluxo migratório. Dados do Censo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, apontam que existem mais de 271 mil venezuelanos vivendo no Brasil. 

Por isso, a situação já está sendo observada por meio de possíveis medidas para recepção dessas pessoas pelo governo brasileiro, sobretudo por parte dos ministérios de Relações Exteriores, da Justiça, Direitos Humanos, Desenvolvimento Social e da Saúde. Para o especialista em migrações João Vitor Oliveira, o aumento da pressão migratória pode sobrecarregar políticas públicas locais de acolhimento, saúde, assistência social e integração ao mercado de trabalho. 

Necessidade de resposta coordenada

“Episódios como esse reforçam a necessidade de uma resposta coordenada por parte do poder público, da sociedade civil e da comunidade internacional, garantindo acolhimento humanitário, proteção social e condições reais de integração para os refugiados que hoje vivem em todo o Brasil”, afirmou ele, em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

Já o professor de relações internacionais do Ibmec Eduardo Galvão, em entrevista para o mesmo veículo, destacou que o impacto não tende a ser imediato, mas a médio prazo. Em sua avaliação, caso a crise se prolongue, a pressão migratória tende a reaparecer, primeiro, nas fronteiras. E, depois, por meio de interiorização e deslocamentos secundários. Galvão é da opinião que “o desafio para o Brasil não é somente acolher mais pessoas e sim manter capacidade institucional, coordenação federativa e políticas de integração num contexto de incerteza geopolítica crescente”. 

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 1 dia
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 1 dia

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 1 dia

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 1 dia
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 1 dia

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 1 dia