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Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro é intimado em processo administrativo da PF por possível abandono do cargo de escrivão

Há 7 meses
Atualizado segunda-feira, 16 de março de 2026

Por Hylda Cavalcanti

A Polícia Federal(PF) comunicou formalmente, nesta segunda-feira (16/03), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, do processo administrativo aberto pela corporação que apura possível abandono do cargo que ele exercia, de escrivão na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ).

Com a intimação, Eduardo tem prazo de 15 dias para apresentar sua defesa à comissão responsável pela apuração. A intimação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (16) e ressalta que o ex-parlamentar se encontra “em lugar incerto e não sabido”.

Desde 2025 nos EUA

Eduardo Bolsonaro é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas dele, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O PAD pode levar a sua demissão enquanto servidor. 

Eduardo, que não é mais deputado federal, está afastado do cargo de escrivão desde o mês passado, por meio de uma portaria assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro. A decisão também determinou a ele que, como escrivão, entregue a carteira funcional e a arma de fogo.

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil enquanto ainda era deputado federal, com o argumento de que estava sendo perseguido pela Justiça. Ele é réu por coação no curso do processo na AP 2782 (STF) em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.

Apuração de responsabilidade

De acordo com portaria da Corregedoria da PF no Rio de Janeiro, o processo administrativo vai apurar a responsabilidade de Eduardo por ter, supostamente, se ausentado do serviço “de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado em 18 de dezembro de 2025”.

Ele pode vir a perder o cargo por abandono enquanto servidor público, o que pode gerar a demissão e outras punições.

— Com Agências de Notícias

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