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Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em 2021

MPRJ apresenta recurso pedindo anulação do julgamento que resultou em perdão judicial para Monique Medeiros

Há 5 meses
Atualizado segunda-feira, 8 de junho de 2026

Da Redação

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) protocolou na Justiça recurso pedindo a anulação do julgamento que resultou no perdão judicial concedido à mãe do menino morto Henry Borel, Monique Medeiros. No julgamento, que durou vários dias, foi condenado o companheiro de Monique, Jairo Souza Santos Junior, mais conhecido como “doutor Jairinho”, por homicídio doloso qualificado e tortura contra o enteado. 

Mas no caso da mãe, os jurados desclassificaram a imputação de homicídio doloso qualificado praticado por omissão, reconhecendo a ocorrência de homicídio culposo por omissão. Ela foi condenada por tortura por omissão e beneficiada com o perdão judicial em relação ao delito culposo.

Pergunta feita aos jurados

A promotoria alega que o resultado do julgamento foi contaminado por uma pergunta feita aos jurados sobre se a omissão de Monique teria sido dolosa em relação à morte da criança. Para o promotor Fábio Vieira dos Santos, a forma como a pergunta foi apresentada pode ter confundido os jurados. 

De acordo com o promotor,  houve uma irregularidade na votação provocada por uma pergunta feita aos jurados: se a omissão de Monique – ou seja, sua inércia diante das agressões sofridas por Henry – teria sido dolosa em relação ao homicídio. Ele defende a tese de que o júri votou favoravelmente ao entendimento de que a omissão se referia ao homicídio doloso, o que mudaria o resultado do julgamento.

“A juíza perguntou se a omissão de Monique foi dolosa. Os jurados votaram que sim, e a resposta sim, por consequência, traz a condenação por homicídio doloso. Nesse momento, ela já estava condenada por homicídio doloso”, afirmou Fábio Vieira dos Santos.

Manifestação da juíza

Segundo ele argumenta no recurso, a juíza voltou a apresentar os quesitos depois que um advogado afirmou que esse quesito não era claro. 

“O quesito é mais do que claro. E a juíza diz que vai voltar à quesitação (apresentação dos quesitos aos jurados), porque isso pode gerar uma grande injustiça. “Então, numa votação que está apertada, essa manifestação da juíza pode ter contaminado alguns jurados a mudar de voto”, frisou. 

Caso aconteceu em 2021

No julgamento que começou em 25 de maio passado e terminou na madrugada de 4 de junho (última quinta-feira), os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes e condenaram o ex-vereador Jairo Junior, o Jairinho

Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, quando tinha 4 anos. A investigação da polícia concluiu que o menino morreu por causa das agressões de Jairinho e pela omissão de Monique. Um mês após a morte de Henry, Jairinho e Monique foram presos, acusados de tortura e homicídio.

— Com Agências de Notícias

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