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Policiais civis do DF nas ruas durante a Operação Black-Tie

MPDFT e PCDF deflagram Operação Black-Tie para apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no DF

Há 4 meses
Atualizado quarta-feira, 17 de junho de 2026

Da Redação 

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, nesta quarta-feira (17/06) a Operação Black-Tie. O objetivo é reunir provas de possíveis crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa supostamente praticados por agentes públicos e particulares do Distrito Federal.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas patrimoniais destinadas à preservação de ativos potencialmente relacionados à investigação. A apuração, conforme informações do MPDFT,  teve início com a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica de alguns dos investigados. 

Ocultação de recursos

Há indícios, segundo informaram promotores de Justiça, de ocultação da origem de recursos, dissimulação patrimonial e atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para a obtenção de vantagens indevidas.

O nome da operação faz referência a um fato que chamou a atenção dos investigadores: a aquisição de vestuário de alto padrão mediante pagamentos em espécie. Essa circunstância, associada a outros elementos, contribuiu para o aprofundamento das investigações sobre a origem e a destinação dos recursos.

Ex-secretário Ney Ferraz

Um dos principais alvos é o ex-secretário de Economia do governo do DF (GDF), Ney Ferraz. Ele e um servidor da pasta (que não teve a identidade informada) são investigados por crimes contra administração pública. Agentes cumpriram, no total,  seis mandados de busca e apreensão na secretaria de Economia e em endereços ligados aos investigados.

As investigações – que envolvem suspeitas de crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa — começaram a ser realizadas em fevereiro do ano passado, depois que os suspeitos movimentaram valores considerados pelos policiais e promotores como “incompatíveis com a capacidade econômica formalmente conhecida”.

Providências cabíveis

Em nota, a secretaria afirmou que “aguarda o acesso a mais informações sobre o caso para adotar as providências administrativas cabíveis”, mas que o servidor foi vinculado à secretaria na administração anterior. Já a defesa do ex-secretário não se posicionou a respeito.

Em fevereiro de 2025, Ferraz e a esposa foram condenados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. As investigações identificaram as irregularidades enquanto ele presidia o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), entre 2019 e 2022. Na época, ele foi absolvido da acusação de corrupção.

Reforma de decisão e recurso

Em julho do mesmo ano, o Tribunal de Justiça do DF reformou a decisão anterior e o condenou a nove anos e nove meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.  Segundo a investigação, ele teria recebido cerca de R$ 1,6 milhão em propina no esquema. 

Ele negou ter cometido irregularidades e afirmou que entraria com recurso contra a decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Logo após essa condenação pelo TJDFT, Ferraz pediu exoneração da secretaria de Economia do DF.

— Com informações do MPDFT, da Polícia Civil e de Agências de Notícias

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