Lula diz que povo quer explicações do Judiciário e pede quebra de sigilo dos envolvidos no caso Master – – –
Sem citar crise, Fachin defende diálogo entre tribunais para aprimorar Justiça brasileira – – –
Ação em nome de pessoa já falecida no momento do ajuizamento deve ser extinta, decide o STJ – – –
Crise no STF leva ao cancelamento da sessão plenária desta quarta-feira – – –
Justiça reconhece união estável homoafetiva de nove anos e determina partilha de bens – – –
STF valida regras do TSE que permitem suspensão de diretórios partidários inadimplentes – – –
OAB/DF pede impeachment de Moraes e Toffoli e investigação de ministros do STF – – –
TST condena TV a indenizar gerente demitido nove dias antes de estabilidade – – –
Flávio Dino reverte afastamento de diretor-geral da PF determinado por Mendonça – – –
Entidades empresariais cobram do STF exame urgente e público da crise institucional – – –

STJ obriga plano de saúde a cobrir cirurgia robótica para câncer de próstata

Há 3 meses
Atualizado segunda-feira, 22 de junho de 2026

Da redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que um plano de saúde é obrigado a custear a prostatovesiculectomia radical laparoscópica pela técnica robótica, procedimento indicado por médico para o tratamento de câncer de próstata em um beneficiário do Rio Grande do Sul. A Quarta Turma da corte aplicou o princípio da taxatividade mitigada do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e seguiu os critérios fixados pela Segunda Seção do STJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7265.

O caso chegou ao STJ após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reformar decisão de primeira instância favorável ao paciente, entendendo que a negativa da operadora não era abusiva, já que o procedimento não constava no rol da ANS — lista que o tribunal estadual considerou de caráter taxativo. A Quarta Turma reverteu esse entendimento e restabeleceu a obrigação de cobertura.

STJ obriga plano de saúde a cobrir cirurgia robótica para câncer de próstata

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que um plano de saúde é obrigado a custear a prostatovesiculectomia radical laparoscópica pela técnica robótica, procedimento indicado por médico para o tratamento de câncer de próstata em um beneficiário do Rio Grande do Sul. A Quarta Turma da corte aplicou o princípio da taxatividade mitigada do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e seguiu os critérios fixados pela Segunda Seção do STJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.265.

O caso chegou ao STJ após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reformar decisão de primeira instância favorável ao paciente, entendendo que a negativa da operadora não era abusiva, já que o procedimento não constava no rol da ANS — lista que o tribunal estadual considerou de caráter taxativo. A Quarta Turma reverteu esse entendimento e restabeleceu a obrigação de cobertura.

Taxatividade mitigada e critérios do STF

O relator na Quarta Turma, ministro João Otávio de Noronha, recordou que a Segunda Seção do STJ já consolidou o entendimento de que a taxatividade do rol da ANS pode ser flexibilizada em casos excepcionais, desde que observados critérios técnicos — e que os tratamentos oncológicos se enquadram nessa exceção. Esse posicionamento está alinhado à decisão do STF na ADI 7.265, que estabelece a obrigatoriedade de cobertura de procedimentos fora da lista da ANS quando cumpridos cumulativamente os requisitos fixados pela Corte.

No caso concreto, o diagnóstico de câncer de próstata com indicação médica expressa pela técnica robótica preencheu as condições necessárias para afastar a taxatividade absoluta do rol. A turma, acompanhando o voto do relator, determinou que a operadora arque com os valores gastos na cirurgia pelo beneficiário.

A decisão reforça que a lista da ANS não é um teto absoluto para a cobertura dos planos de saúde, especialmente em casos de doenças graves com indicação técnica fundamentada pelo médico assistente — e que a recusa nesses cenários configura prática abusiva passível de responsabilização judicial.

Danos morais voltam para análise estadual

Embora tenha restabelecido a obrigação de ressarcimento pelos valores da cirurgia, o ministro Noronha entendeu que a questão dos danos morais deverá ser rediscutida pelo TJRS. Isso porque a análise da existência e da extensão do dano moral envolve o exame de fatos e provas — matéria que, por regra, não compete ao STJ reavaliar diretamente em recurso especial.

Com isso, o processo retorna ao tribunal gaúcho apenas para que seja definida a questão indenizatória, já com a obrigação de cobertura da cirurgia firmada pelo STJ. A decisão foi proferida no REsp 2.235.175 e serve de orientação para casos semelhantes envolvendo procedimentos oncológicos não listados no rol da ANS, mas indicados por médicos como a técnica mais adequada para o paciente.

Autor

Leia mais

Lula de chapéu com a bandeira do Brasil ao fundo/

Lula diz que povo quer explicações do Judiciário e pede quebra de sigilo dos envolvidos no caso Master

Há 3 horas

Sem citar crise, Fachin defende diálogo entre tribunais para aprimorar Justiça brasileira

Há 3 horas
Ministro Antônio Carlos Ferreira, do STJ

Ação em nome de pessoa já falecida no momento do ajuizamento deve ser extinta, decide o STJ

Há 3 horas

Crise no STF leva ao cancelamento da sessão plenária desta quarta-feira

Há 5 horas

Justiça reconhece união estável homoafetiva de nove anos e determina partilha de bens

Há 6 horas

STF valida regras do TSE que permitem suspensão de diretórios partidários inadimplentes

Há 7 horas