ANPD multa TikTok por dados de crianças – – –
TJRJ libera análise de financiamento DIP do Vasco – – –
STF declara inconstitucional perdão de débitos do TCE em SC – – –
Ministro Benedito Gonçalves assume como corregedor nacional de Justiça nesta terça – – –
Moraes defende fim de “vaidades” entre polícias para combater o crime organizado – – –
Presidente do STM defende justiça comum em casos de violência doméstica militar – – –
Polícia Civil de SP tem 5 dias para enviar à PF dados sobre produtora de ‘Dark Horse’ – – –
Defensoria que ingressa em processo com período recursal em curso tem prazo dobrado, decide STJ – – –
Começa a funcionar na próxima semana novo filtro para processos ajuizados no STJ – – –
TST realiza audiência pública nesta terça (25) e discute controle do uso de banheiro no trabalho – – –

Moraes defende fim de “vaidades” entre polícias para combater o crime organizado

Há 2 horas
Atualizado terça-feira, 25 de agosto de 2026

Da Redação

O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que o Brasil carrega um “trauma” histórico com a segurança pública e pediu mais integração entre os órgãos de investigação para enfrentar as facções criminosas.

Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (24) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes fez um diagnóstico duro sobre a forma como o país lida com a segurança pública. Para ele, o Brasil ainda carrega marcas deixadas por períodos autoritários da história, o que dificulta a construção de políticas mais firmes contra o crime organizado.

A audiência foi convocada para debater trechos da chamada Lei Antifacção, norma que endurece penas e cria mecanismos de combate a organizações criminosas, mas que também é alvo de questionamentos judiciais.

Um “trauma” que vem da ditadura

Segundo Moraes, o Poder Executivo e o meio político brasileiro tendem a confundir autoridade com autoritarismo quando o assunto é segurança pública. O ministro atribuiu esse receio a dois períodos específicos da história do país: a ditadura militar e a ditadura do Estado Novo, durante o governo de Getúlio Vargas.

Essa associação, segundo ele, criou um medo generalizado de concentrar decisões sobre segurança nas mãos do governo federal — um temor que, na visão do ministro, precisa ser superado para que o país avance no enfrentamento ao crime organizado.

Moraes também comparou a situação brasileira à de outros países, citando o exemplo do Reino Unido, onde a política de segurança pública mantém uma linha de continuidade independentemente de o governo ser trabalhista ou conservador.

O problema da falta de cooperação

Outro ponto central do discurso do ministro foi a dificuldade de cooperação entre instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público. Para Moraes, esse é o obstáculo mais complexo de todos, porque não tem origem jurídica ou política, e sim comportamental.

Ele explicou que cada órgão costuma manter seu próprio banco de dados e evita compartilhar informações com outras instituições, muitas vezes seguindo a lógica de que “informação é poder”. Na prática, isso significa que dados importantes para investigações acabam represados dentro de uma única corporação.

Essa fragmentação de informações também está no centro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Senado, que busca ampliar a atuação federal e aumentar a integração entre União, estados e municípios.

O que está em discussão no STF

Moraes é o relator de quatro ações que contestam pontos específicos da Lei Antifacção. Os processos foram protocolados por entidades como a Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, entre outras.

Entre os trechos questionados estão o aumento de penas para até 60 anos em casos de lideranças de organizações criminosas ultraviolentas, a proibição de livramento condicional para condenados por determinados crimes e a possibilidade de restringir direitos políticos de presos provisórios antes de uma condenação definitiva.

Também estão em debate a competência do Tribunal do Júri em casos de homicídio ligados a organizações criminosas e regras sobre o monitoramento de visitas a presos vinculados a facções. Esses pontos ainda precisam ser analisados pelo plenário do STF.

Autor

Leia mais

ANPD multa TikTok por dados de crianças

Há 12 minutos

TJRJ libera análise de financiamento DIP do Vasco

Há 13 minutos

STF declara inconstitucional perdão de débitos do TCE em SC

Há 24 minutos
Contribuições pagas a EFPCs podem ser deduzidas de Imposto de Renda, decide o STJ

Ministro Benedito Gonçalves assume como corregedor nacional de Justiça nesta terça

Há 1 hora
Presidente do STM , ministra Maira Elizabeth Teixeira Rocha mulher banca sentada vestindo camisa branca e blazer preto, falando ao micofone

Presidente do STM defende justiça comum em casos de violência doméstica militar

Há 2 horas

Polícia Civil de SP tem 5 dias para enviar à PF dados sobre produtora de ‘Dark Horse’

Há 2 horas