Da Redação
O ministro Benedito Gonçalves toma posse nesta terça-feira, 25, como novo corregedor nacional de Justiça, com mandato até 2028. Ele chega ao cargo com uma trajetória marcada pela defesa da inclusão racial e pelo combate ao racismo dentro do sistema de Justiça.
A cerimônia de posse acontece às 17h, no Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Benedito Gonçalves substitui o ministro Mauro Campbell Marques, que passou a ocupar a vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com mais de cinco décadas de serviço público e 38 anos de magistratura, o novo corregedor é uma figura experiente dentro do Judiciário brasileiro.
Aprovação no senado e compromissos assumidos
A indicação de Benedito Gonçalves para o cargo passou pelo crivo do Senado Federal em junho deste ano, sendo aprovada por 53 votos favoráveis. Durante a sabatina realizada pelos senadores, o ministro deixou claro qual seria sua linha de atuação à frente da corregedoria.
Segundo ele, o trabalho não pode se limitar a responder problemas já existentes. Benedito Gonçalves defendeu uma postura mais ativa, voltada para identificar falhas no sistema, orientar os tribunais e acompanhar de perto os resultados das medidas adotadas, sempre equilibrando eficiência, responsabilidade e confiança da sociedade nas instituições.
Atuação histórica pela inclusão racial
Antes de chegar ao STJ, em 2008, Benedito Gonçalves construiu parte de sua trajetória no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi lá que passou a apoiar iniciativas voltadas para ampliar a presença da população negra nos processos eleitorais do país, um tema que continuaria acompanhando ao longo da carreira.
Esse engajamento com a causa racial se reflete em outras frentes de atuação do ministro, como será detalhado a seguir.
Enfam e o combate ao racismo no judiciário
Atualmente, Benedito Gonçalves ocupa a direção-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), instituição responsável pela capacitação de juízes em todo o país. Durante sua gestão, ganhou destaque a criação do Exame Nacional da Magistratura (Enam), voltado a tornar mais uniforme e justo o processo de ingresso na carreira de magistrado.
Além disso, o ministro presidiu uma comissão de juristas encarregada de propor mudanças na legislação voltada ao enfrentamento do racismo, reforçando seu histórico de compromisso com pautas de inclusão dentro e fora do Judiciário.