Da Redação
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou suas alegações finais e pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, a pena de Cariani pode variar de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.
A alegação final é a última manifestação do Ministério Público em um processo. Essa movimentação acontece após a produção de provas e antes da sentença. O influenciador é suspeito de participar de um esquema de desvio de produtos químicos para o narcotráfico produzir toneladas de drogas, especialmente crack e cocaína. Ele foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e a Justiça o tornou réu no processo em fevereiro de 2024.
Defesa fala em “improcedência”
Por meio de uma nota, seus advogados de defesa afirmaram que vão demonstrar, com base em provas produzidas ao longo da instrução que “as teses de acusação são improcedentes”. Juntamente com Cariani, a promotoria também pediu a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes.
Além de ser responsável pela venda dos produtos químicos, Fábio é apontado como intermediador no fornecimento das substâncias, sendo o elo entre a empresa e os compradores de crack e cocaína. Já Rodrigo, segundo o documento, exerceria funções relacionadas à movimentação e circulação de recursos ilícitos, “realizando depósitos em espécie e promovendo operações para dar aparência de licitude ao produto dos crimes”.
11 milhões de seguidores
Com mais de 11 milhões de seguidores no Instagram, Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, que em dezembro de 2023 desmontou um esquema que desviava produtos químicos para produção de drogas. Na época, a Polícia Federal apontou que uma empresa da qual ele era sócio fraudava a venda de insumos a empresas farmacêuticas, e que o material era desviado para o refino de cocaína.
Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), por 59 vezes a empresa de Renato Cariani simulou a venda de produtos para empresas que não tinham pedido os produtos e ele mesmo simulou pedidos fictícios para justificar os desvios.
— Com Agências de Notícias