STF convoca audiência para debater responsabilidade de parlamentares em emendas – – –
TRF 3 condena a Caixa a indenizar beneficiárias de falecido por erro em apólice de seguro – – –
Justiça do Trabalho inicia segunda-feira (14) a 14ª Semana Nacional de Execução Trabalhista – – –
TST reconhece que acidente de trabalho garante estabilidade mesmo sem auxílio-doença do INSS – – –
Ministro Dino (STF) proíbe deputado Mario Frias de deixar o país em investigação sobre emendas – – –
Taxa das blusinhas é zerada em compras internacionais de até US$ 50 – – –
TSE aprova três novos registros de candidatura à presidência da República nestas eleições – – –
TSE e AMB lançam campanha para valorizar juízes eleitorais do país – – –
STF cancela sessão plenária extraordinária desta quinta-feira (10/9) – – –
Justiça de Itajaí nega autorização geral para exposição de crianças em redes sociais da mãe – – –
Ministra Liana Chaib, do TST

TST reconhece que acidente de trabalho garante estabilidade mesmo sem auxílio-doença do INSS

Há 3 horas
Atualizado quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Da Redação

O reconhecimento de que houve acidente de trabalho já basta para assegurar a estabilidade provisória de um trabalhador, mesmo que ele não tenha recebido auxílio-doença no período em que precisou se tratar. Durante julgamento recente, ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiram dessa forma.

Os magistrados reiteraram esse entendimento ressaltando que o requisito do afastamento do trabalhador pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode ser superado se, depois da dispensa, for constatada doença relacionada ao emprego. O julgamento aconteceu na 2ª Turma da Corte trabalhista, durante avaliação do Recurso de Revista (RR) Nº 11658-90.2015.5.01.0018.

Médica demitida enquanto se tratava

Na prática, a Turma manteve a decisão que condenou a Concessão Metroviária do Rio de Janeiro S.A. (MetrôRio) a reintegrar uma médica do trabalho demitida quando se recuperava de um acidente. Conforme os documentos anexados no processo, ficou comprovado que a lesão sofrida por ela teve como causa a prestação de serviços.

O acidente aconteceu em maio de 2015, quando a médica estava indo para uma reunião e passava pelo corredor interno do setor de Saúde Integral do Metrô. Ela relatou que escorregou em uma poça d’água formada por goteira vinda do ar-condicionado da sala.

A autora da ação afirmou que não havia nenhuma sinalização sobre o piso molhado e que, em função da queda, ela teve sinovite no joelho direito, uma inflamação do tecido fino que reveste internamente as articulações. Dois meses depois, foi demitida.

Obrigada a trabalhar em condições precárias

Ela ajuizou ação trabalhista alegando que o MetrôRio se recusou a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e que teve de continuar trabalhando em condições precárias, o que agravou seu estado de saúde. Também argumentou que a empresa estava ciente de que estava em tratamento, pois havia enviado diversos atestados.

Sem apresentar defesa, o MetrôRio foi condenado, em primeira instância, a reintegrar a médica e pagar os salários a partir do dia da dispensa até o do efetivo retorno ao trabalho. Conforme enfatizou a sentença proferida, os documentos apresentados pela trabalhadora confirmaram os fatos narrados no processo, inclusive a negativa de emissão da CAT.

Recurso do MetrôRio alegou o contrário

O MetrôRio, entretanto, interpôs recurso junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) — cuja jurisdição abrange o estado do Rio de Janeiro — sustentando que, segundo o atestado demissional, a médica estava apta para o trabalho. Também alegou que a empregada era médica do trabalho e que ela própria, na época, considerou que não era o caso de emitir a CAT.

O documento só foi expedido depois da dispensa, o que, para a empresa, demonstrou “nítido e reprovável intuito de enriquecimento ilícito”. Mas o TRT-1 manteve a sentença de primeira instância.

Questão da obrigatoriedade ou não do auxílio-doença

No recurso de revista ao TST, o MetrôRio alegou que não se poderia reconhecer a estabilidade sem que a médica tivesse usufruído de auxílio-doença acidentário concedido pelo INSS. 

Mas para a relatora, ministra Liana Chaib, de acordo com a jurisprudência do TST, por meio da Súmula 378, o requisito do afastamento pelo INSS pode ser superado se, depois da dispensa, for constatada doença relacionada ao emprego. A ministra afirmou, em sua análise, que foi o que ocorreu no caso. 

Assim, por unanimidade, os demais ministros da Turma votaram conforme o voto da ministra relatora e negaram provimento ao recurso do MetrôRio, dando ganho de causa para a trabalhadora. 

— Com informações do site do TST

Autor

Leia mais

STF convoca audiência para debater responsabilidade de parlamentares em emendas

Há 1 hora
Edifício-sede da Caixa Econômica Federal

TRF 3 condena a Caixa a indenizar beneficiárias de falecido por erro em apólice de seguro

Há 2 horas
Audiência de conciliação trabalhista

Justiça do Trabalho inicia segunda-feira (14) a 14ª Semana Nacional de Execução Trabalhista

Há 3 horas

Ministro Dino (STF) proíbe deputado Mario Frias de deixar o país em investigação sobre emendas

Há 4 horas

Taxa das blusinhas é zerada em compras internacionais de até US$ 50

Há 5 horas
Ministros que compõem o TSE, durante sessão plenária

TSE aprova três novos registros de candidatura à presidência da República nestas eleições

Há 5 horas