Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

Idosa mantida em trabalho escravo por 52 anos vai receber R$ 645 mil

Há 3 meses
Atualizado terça-feira, 21 de julho de 2026

Da redação

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) de cerca de R$ 645 mil após o resgate de uma trabalhadora doméstica de 69 anos, encontrada em condições análogas à escravidão em uma residência no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. As diligências constataram que a vítima trabalhava na residência havia 52 anos, período em que jamais recebeu qualquer remuneração pelos serviços prestados.

A fiscalização foi realizada no dia 14 de julho de 2026, durante força-tarefa coordenada pelo MPT-RJ, com a participação de auditores-fiscais do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e apoio da Polícia Federal. A operação teve início após denúncia informando que a trabalhadora estaria submetida a condições análogas à escravidão havia mais de três décadas.

Investigação exigiu autorização judicial

A partir das informações recebidas, o MPT realizou diligências para reunir elementos para fiscalização, incluindo a obtenção de autorização judicial para ingresso na residência. Durante a inspeção, foram ouvidos a trabalhadora e os empregadores.

Segundo as investigações, além de realizar todas as atividades domésticas da residência, a trabalhadora também foi responsável pelos cuidados do filho da empregadora quando criança e, posteriormente, passou a exercer a função de cuidadora da própria empregadora, atualmente com problemas de saúde. Assim como em outros casos semelhantes, os empregadores alegaram que a trabalhadora era considerada “como parte da família”. Entretanto, foi constatado que ela nunca teve carteira de trabalho assinada, não possuía plano de saúde, não concluiu os estudos e permaneceu durante décadas privada de direitos trabalhistas básicos.

Acordo prevê indenização e pensão vitalícia

Diante da constatação dos elementos caracterizadores do trabalho em condições análogas à escravidão, foi realizada, no dia 15 de julho, audiência administrativa conduzida pela procuradora do Trabalho Tathiane Menezes, responsável pelo caso, junto com o auditor-fiscal Raul Cappareli Vital, ocasião em que foi firmado o TAC.

Pelo acordo, os empregadores se comprometeram a pagar R$ 500 mil a título de verbas rescisórias e indenizatórias devidas à trabalhadora. Desse montante, R$ 60 mil foram pagos imediatamente, além do compromisso de pagamento de 60 parcelas mensais de R$ 5.239,65. O TAC também prevê o recolhimento dos depósitos de FGTS referentes ao período de outubro de 2015 até a data do resgate, em valor a ser apurado.

Trabalhadora está abrigada em local seguro

O acordo prevê ainda o pagamento de uma pensão mensal vitalícia correspondente a 75% do salário mínimo vigente, estimada em aproximadamente R$ 145 mil, considerando uma expectativa de vida de dez anos. Dessa forma, o valor total do acordo alcança cerca de R$ 645 mil, podendo ser superior, conforme o tempo de sobrevida da trabalhadora.

Além da reparação financeira, a trabalhadora foi retirada da residência durante a operação de resgate e encontra-se abrigada em local seguro, onde recebe o acolhimento necessário. Para a procuradora do Trabalho Tathiane Menezes, “casos como esse evidenciam a importância das denúncias e da atuação integrada dos órgãos públicos no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo, especialmente no trabalho doméstico, onde a exploração costuma permanecer invisibilizada por longos períodos”.

* Com informações do MPT

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 19 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 21 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 21 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 22 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 22 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 23 horas