TRF 3 e AGU celebram parceria para atendimento jurídico em matérias administrativas – – –
TST determina continuidade da greve da Caixa, mas com 60% dos empregados trabalhando – – –
STM mantém condenação de dois civis por roubo de metralhadoras de alto calibre – – –
Fachin determina que PGR se manifeste sobre pedidos ligados a investigações sobre Master e INSS – – –
Créditos por serviços terceirizados após início de recuperação judicial são derivados da lei trabalhista – – –
Conselho Superior do MPF rejeita afastamento e investigação de Paulo Gonet no caso Master – – –
A atuação feminina nos Tribunais Superiores – – –
Ele disse não ao golpe – – –
TSE e PF concluem últimas etapas de plano estratégico para a segurança das eleições 2026 – – –
Ex-deputado distrital e candidato nas eleições é condenado a 14 anos por homicídio de adolescente – – –

Justiça Federal deve julgar pedido de vítima de Mariana para entrar em programa de indenização

Há 7 meses
Atualizado quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que cabe à Justiça Federal de Minas Gerais analisar o pedido de um morador atingido pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), para ser incluído no Programa Indenizatório Definitivo (PID). A decisão encerra uma disputa sobre qual instância — federal ou estadual — tinha autoridade para julgar o caso.

O que aconteceu com a vítima

Um morador de Governador Valadares (MG), cidade afetada pelo desastre de novembro de 2015, entrou na Justiça contra a mineradora Samarco, a Fundação Renova, a Vale S/A e a BHP Billiton Brasil Ltda. O motivo: seu comprovante de residência foi rejeitado pela administração do programa, o que resultou na negativa de inclusão no PID — iniciativa criada justamente para indenizar as vítimas da tragédia, que matou 19 pessoas e causou graves danos ambientais na bacia do Rio Doce.

O problema começou quando o processo chegou ao juízo federal de Governador Valadares, que se recusou a analisar o caso. O argumento foi de que a ação envolvia apenas empresas privadas e que a União não teria interesse direto na disputa. Com isso, o processo ficou sem um responsável definido para julgá-lo.

Por que a Justiça Federal é a competente

A 6ª Vara Cível de Governador Valadares levou o impasse ao STJ. O argumento central foi de que, após a homologação de um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) e a delegação de poderes fiscalizatórios ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), o caso passaria a ser de responsabilidade da esfera federal.

O ministro Paulo Sérgio Domingues, relator do processo, acolheu esse raciocínio. Ele explicou que a União faz parte do acordo de reparação firmado no STF e que há uma relação jurídica direta entre o poder público federal e as obrigações previstas no pacto. Por isso, qualquer análise sobre quem tem direito à indenização exige examinar as cláusulas desse acordo — tarefa que cabe à Justiça Federal.

O que muda na prática

Com a decisão da Primeira Seção do STJ, o processo retorna à Justiça Federal, que deverá verificar se o morador de Governador Valadares preenche os requisitos para receber a indenização pelo PID. A Justiça estadual de Minas Gerais está afastada do caso.

A decisão também reforça um entendimento mais amplo: sempre que um pedido envolver as regras e critérios do PID, a análise passa necessariamente pelo acordo firmado no STF, o que torna a competência federal obrigatória.

Autor

Leia mais

Ato assinado no TRF 3 sobre parceria entre a Corte e a AGU

TRF 3 e AGU celebram parceria para atendimento jurídico em matérias administrativas

Há 2 dias

TST determina continuidade da greve da Caixa, mas com 60% dos empregados trabalhando

Há 2 dias
Metralhadoras roubadas, expostas pela polícia civil de SP

STM mantém condenação de dois civis por roubo de metralhadoras de alto calibre

Há 2 dias
Ministro Edson Fachin, presidente do STF

Fachin determina que PGR se manifeste sobre pedidos ligados a investigações sobre Master e INSS

Há 2 dias
Ministro Villas Boas Cuêva, do STJ, durante sessão

Créditos por serviços terceirizados após início de recuperação judicial são derivados da lei trabalhista

Há 2 dias

Conselho Superior do MPF rejeita afastamento e investigação de Paulo Gonet no caso Master

Há 2 dias