Da Redação
A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (30/09), o empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag. Ele é acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro no inquérito sobre o esquema de fraudes tributárias no setor de combustíveis.
Mansur é investigado na Operação Quasar, que apura o uso de fundos de investimentos e fintechs para lavar dinheiro, e também é alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.
Lavagem de dinheiro
De acordo com as investigações da PF, o esquema envolve empresas ligadas a Roberto Augusto Leme da Silva, mais conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”.
A Quasar aponta o uso da estrutura de fundos e contas bolsões em fintechs para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. No relatório enviado à Justiça, a PF afirma que Mansur foi quem “concebeu o desenho das operações” colocadas em prática para devolver ao Sistema Financeiro Nacional o dinheiro proveniente da sonegação fiscal e outros crimes praticados pelo grupo.
Provas robustas encontradas
O relatório policial aponta que foram encontradas provas robustas para caracterizar a atividade criminosa.
“A materialidade encontra-se demonstrada por prova documental produzida pelos próprios investigados — mensagens, contratos, regulamentos publicados, planilhas de controle interno e manuais operacionais —, corroborada por prova pericial contábil-financeira e confirmada, quanto a datas e valores, pelos extratos bancários obtidos mediante afastamento judicial de sigilo”, ressalta o documento.
— Com Agências de Notícias